
🚨 João Campos alerta: “Não dá mais para adiar regras para as redes sociais”
Prefeito do Recife defende que o ambiente digital precisa de freios urgentes para evitar o avanço de discursos autoritários e a desinformação eleitoral
Em um momento em que as redes sociais se tornaram palco de disputas políticas, campanhas difamatórias e manipulação de informações, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi direto ao ponto: regular esse espaço é uma necessidade urgente.
Durante o 13º Fórum de Lisboa, no painel “Cidades em transformação – sustentabilidade na era inteligente”, Campos não poupou palavras ao afirmar que não se pode mais empurrar esse debate para depois. Segundo ele, permitir que grupos com tendências autoritárias se aproveitem do ambiente virtual sem regras claras representa um risco à democracia.
“Esse é o grande tema da nossa era. Não dá mais para fingir que não está acontecendo. O Estado brasileiro precisa assumir sua responsabilidade e agir”, disse o prefeito.
Para evitar mal-entendidos, João Campos também propôs que se repense o próprio termo “regulamentação”, que pode passar a impressão de censura. “Quando falamos em regular, muita gente já reage como se estivéssemos querendo calar alguém, e não é isso. Estamos falando de proteger o debate público, garantir transparência e coibir o jogo sujo”, argumentou.
Ele também lembrou que o tempo nas redes é implacável. Um boato pode destruir reputações ou decidir eleições em poucas horas, enquanto a justiça demora anos para dar um veredito. “Não dá para continuar sendo refém das fake news. O que acontece em três horas pode mudar o rumo de uma eleição. E aí, a decisão judicial chega quando já é tarde demais.”
Presidente nacional do PSB, João Campos adiantou que o partido pretende encabeçar essa agenda e dar protagonismo ao tema nas discussões legislativas e institucionais. “Não vamos deixar esse território ser dominado por quem quer distorcer a democracia. Vamos conduzir esse debate com responsabilidade e firmeza.”
O assunto ganhou mais peso depois que o STF decidiu, em 26 de junho, que as plataformas digitais também podem ser responsabilizadas por conteúdos ofensivos ou mentirosos que continuem no ar, mesmo sem ordem judicial — abrindo caminho para medidas mais firmes contra a desinformação online.