
đš Rivaldo Barbosa quer voltar ao Rio: Moraes cobra resposta da PGR
STF avalia pedido de transferĂȘncia de delegado acusado de envolvimento na morte de Marielle Franco
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) se manifeste sobre um pedido feito pela defesa do delegado Rivaldo Barbosa â acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Barbosa, que jĂĄ comandou a PolĂcia Civil do Rio de Janeiro, estĂĄ atualmente preso em MossorĂł, no Rio Grande do Norte, a mais de 2.500 km de distĂąncia de sua famĂlia. A defesa argumenta que a distĂąncia gera altos custos e dificulta a convivĂȘncia familiar, direito considerado fundamental. Por isso, pedem que ele seja transferido para um quartel da PM ou uma unidade prisional no estado do Rio.
Os advogados alegam ainda que a fase de instrução criminal â etapa em que sĂŁo reunidas provas para o julgamento â jĂĄ foi concluĂda, e que Barbosa nĂŁo interferiu de forma alguma nesse processo.
Apesar dos argumentos, Moraes jå havia negado anteriormente um pedido semelhante, mantendo a prisão preventiva do delegado e também do conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Brazão, outro acusado de participação no crime.
Em junho de 2024, a Primeira Turma do STF tornou réus, por unanimidade, os cinco principais suspeitos pelo planejamento do assassinato de Marielle. São eles:
- Chiquinho BrazĂŁo (deputado federal e irmĂŁo de Domingos);
- Domingos BrazĂŁo (conselheiro do TCE-RJ);
- Robson Calixto da Fonseca, o âPeixeâ (assessor de Domingos);
- Rivaldo Barbosa (ex-chefe da PolĂcia Civil do RJ);
- Ronald Paulo de Alves Pereira (major da PM).
As investigaçÔes apontam que a execução de Marielle e Anderson foi orquestrada em setembro de 2017. Segundo delação do ex-policial Ronnie Lessa â autor dos disparos â, os irmĂŁos BrazĂŁo e Rivaldo Barbosa viam Marielle como um obstĂĄculo aos seus interesses polĂticos e mandaram matĂĄ-la.
Lessa descreveu a motivação com frieza: âEla era uma pedra no caminho. O Domingos nĂŁo tem papas na lĂngua.â
O STF ainda irå decidir se acolhe ou não o pedido da defesa. Até lå, Rivaldo Barbosa continua detido em Mossoró, enquanto a PGR prepara sua manifestação.