
đș Desfile sem pĂșblico, mas com muito slogan
Lula aposta em patriotismo de palco vazio para turbinar imagem em 2026
O 7 de Setembro em BrasĂlia foi marcado mais pelo marketing do que pelo pĂșblico. Lula abriu o desfile cĂvico-militar ao lado de Janja no Rolls-Royce presidencial, cercado por um forte esquema de segurança â mas diante de arquibancadas bem menos cheias que o esperado.
Sem discurso no local, o presidente se apoiou em slogans como âGoverno do Brasil do lado do povo brasileiroâ, repetidos por militantes posicionados estrategicamente perto das cĂąmeras e microfones. A cena parecia mais ensaiada para propaganda do que para celebração espontĂąnea.
Na tribuna oficial, Lula se juntou a Janja, Alckmin, Hugo Motta e ministros do governo. JĂĄ os ministros do STF, mesmo convidados, nĂŁo apareceram.
Recados da véspera
Um dia antes, em rede nacional, Lula havia chamado de âtraidores da pĂĄtriaâ polĂticos que, segundo ele, trabalham contra o Brasil â recado interpretado como indireta a Eduardo Bolsonaro, que estĂĄ nos EUA pedindo sançÔes contra o paĂs. O presidente ainda voltou a prometer isenção do IR para quem ganha atĂ© R$ 5 mil e taxação dos super-ricos.
O jingle da vez
Para reforçar a imagem de um governo popular, o Planalto lançou o jingle âCoração Brasileiroâ, cantado pela ministra Margareth Menezes. A mĂșsica foi apresentada como hino de orgulho nacional, mas na prĂĄtica serviu para embalar a tentativa de transformar o 7 de Setembro em palanque antecipado de 2026.
đ Um desfile esvaziado, slogans repetidos e um jingle novo: o Dia da IndependĂȘncia virou teste de campanha, com mais marketing do que multidĂŁo.