
Recado direto a Trump e Bolsonaro
“Não seremos colônia de ninguém”, dispara Lula em discurso do 7 de Setembro
Em pronunciamento na véspera do Dia da Independência, Lula aproveitou a cadeia nacional para enviar recados certeiros — tanto para Washington quanto para a ala bolsonarista em casa. O presidente afirmou que o Brasil não aceitará ordens de “quem quer que seja” e rejeitou qualquer ideia de submissão a governos estrangeiros:
“Não somos e não seremos colônia de ninguém. Temos capacidade de cuidar da nossa terra e do nosso povo sem interferência externa.”
O discurso vem no meio da turbulência comercial aberta por Donald Trump, que impôs tarifas de até 50% a produtos brasileiros e não perdeu a chance de cutucar o governo Lula e o STF.
Entre ataques à ingerência estrangeira, o presidente também mirou em opositores internos. Sem citar nomes, chamou de “traidores da pátria” políticos que, segundo ele, estimulam ataques contra o Brasil. “A História não os perdoará”, afirmou.
Redes sociais e Pix no centro do palco
Lula voltou a defender a regulação das plataformas digitais, argumentando que elas não podem servir de abrigo para crimes como golpes financeiros, exploração de menores, racismo e violência contra mulheres. Ao mesmo tempo, exaltou o Pix como patrimônio nacional: “É do Brasil, é público, é gratuito — e vai continuar assim.”
Soberania com números e promessas
No embalo, citou bandeiras do governo:
- isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil;
- taxação dos super-ricos;
- queda de 50% no desmatamento da Amazônia nos últimos dois anos;
- crescimento econômico acima da média mundial.
Mesmo reconhecendo o clima tenso com Washington, Lula disse acreditar que a relação entre os dois países voltará à normalidade — mas deixou claro que, até lá, o Brasil não aceitará ser tratado como subordinado.
👉 Um 7 de Setembro em que o desfile de tanques e fanfarras deu lugar a um embate diplomático e político, com Lula tentando se apresentar como guardião da soberania em tempos de tarifaço e ruídos internos.