
💾 O mistério do pen drive no banheiro: a imprensa achou o novo escândalo da década
Enquanto 17 milhões de reais em pix somem da manchete, o foco vira um pen drive na gaveta e uns dólares no armário de Bolsonaro.
A imprensa brasileira parece ter descoberto o maior enigma da RepĂşblica: um pen drive esquecido no banheiro de Bolsonaro. Isso mesmo. Em meio a investigações sobre tentativa de golpe, 17 milhões de reais recebidos via pix por “vaquinha patriĂłtica” e dinheiro vivo espalhado pela casa, o que virou manchete foi… um pen drive na gaveta do lavabo.
Durante a operação da PF nesta sexta-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi confrontado sobre o dispositivo. A resposta dele? Um clássico da comédia bolsonarista:
“Nunca abri um pen drive na vida. Nem sei mexer nisso. Vou perguntar pra Michelle se é dela.”
Mais uma vez, Bolsonaro se diz “surpreso”. Nunca sabe de nada. Nunca viu. Nunca tocou. É a mesma versão que usou para o kit de joias sauditas, para a minuta golpista e agora para o pen drive, que, convenhamos, deve estar se sentindo mais importante que muito ministro do governo.
Enquanto isso, a imprensa dedica manchetes inflamadas à “descoberta tecnolĂłgica” da PolĂcia Federal no banheiro presidencial, mas trata com um sussurro o fato de que Bolsonaro recebeu 17 milhões de reais em pix de apoiadores — muitos deles sem condições financeiras sequer de pagar um boleto em dia. Ah, e o dinheiro vivo? 14 mil dĂłlares e 8 mil reais em espĂ©cie foram encontrados na mesma casa, mas aparentemente isso Ă© detalhe.
No mesmo dia, ele tambĂ©m se recusou a mostrar a tornozeleira eletrĂ´nica que agora precisa usar, e disse que tudo isso era uma “suprema humilhação”. Na verdade, a suprema humilhação Ă© ver a imprensa tratando pen drive como bomba atĂ´mica, enquanto os milhões em pix e os indĂcios de conspiração sĂŁo empurrados pra rodapĂ© de página.
Sobre o tal pen drive, Bolsonaro ainda arriscou uma explicação digna de novela mexicana:
“A PF pediu pra usar o banheiro e voltou com um pen drive na mão.”
E nĂłs seguimos nos perguntando: como Ă© que 17 milhões em doações, em plena crise econĂ´mica, passam batido… mas um pendrive perdido no banheiro ganha destaque nacional?