
Banheiro high-tech? PF acha pen drive na gaveta de Bolsonaro e perícia termina sem mistério
Enquanto milhões em pix e dólares vivos parecem detalhe, o Brasil foca num pen drive sem senha e sem dono – direto da privada para o noticiário.
A Polícia Federal concluiu a perícia no agora famoso pen drive encontrado na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O dispositivo estava escondido — ou melhor, esquecido — dentro de uma gaveta no banheiro. Sim, um pen drive no banheiro virou destaque nacional, como se fosse um HD da CIA ou um pendrive-bomba da KGB.
Segundo os investigadores, o pen drive não tinha nem senha. Ou seja: nada de cofres digitais, criptografias secretas ou vídeos comprometendo ninguém. Mas ainda assim, virou manchete de impacto. O laudo será entregue à investigação na segunda-feira (21), como se fosse a revelação de um segredo de Estado.
Durante entrevista, Bolsonaro, com sua habitual cara de paisagem, afirmou que “nunca abriu um pen drive na vida”. Disse ainda que não tem nem computador em casa, o que pode ser verdade — afinal, ele prefere lives de celular e boletins improvisados.
Além do tal pen drive, a PF apreendeu 14 mil dólares e 8 mil reais em espécie na casa do ex-presidente, além de uma cópia da petição que a rede Rumble apresentou nos EUA contra o ministro Alexandre de Moraes. Mas esses detalhes ficaram no rodapé das notícias — afinal, como competir com o suspense de um pen drive no banheiro?
Ah, e teve mais: celulares, buscas no escritório do Partido Liberal, uma tornozeleira eletrônica novinha colocada no tornozelo de Bolsonaro, e uma série de restrições determinadas pelo STF. A partir de agora, ele está proibido de:
sair do Distrito Federal;
usar redes sociais;
conversar com o próprio filho Eduardo Bolsonaro;
e até de visitar embaixadas ou falar com autoridades estrangeiras.
Além disso, está sob recolhimento noturno, das 19h às 7h. Um toque de recolher para quem já dizia lutar contra o autoritarismo.
O mais curioso? Em vez de manchetes sobre os milhões em pix que Bolsonaro recebeu de apoiadores enquanto dizia ser “perseguido”, os holofotes foram direcionados a um pen drive esquecido no banheiro. E sem senha.
A pergunta que fica: será que agora a próxima capa de jornal vai estampar o shampoo, o desodorante ou quem sabe um sabonete espião encontrado no box?