🌿 Teatro ecológico ou vexame global?

🌿 Teatro ecológico ou vexame global?

Na COP30, atores fantasiados de animais rastejaram pela Green Zone em nome da “biodiversidade” — e deixaram constrangidos até os ambientalistas mais pacientes.

A cena parecia saída de um espetáculo escolar, mas aconteceu no coração da COP30, em Belém. Nesta segunda-feira (10), enquanto líderes mundiais discutiam metas climáticas, um grupo de atores fantasiados de bichos resolveu rastejar pela Green Zone — o espaço mais movimentado da conferência — em uma suposta homenagem à biodiversidade brasileira.

Entre tamanduás de pelúcia, araras de tecido e um Curupira improvisado, o desfile chamou mais atenção pelo constrangimento do que pela mensagem. Muitos participantes simplesmente desviaram o olhar, sem saber se a performance era um ato simbólico ou uma piada sem graça patrocinada por algum entusiasmado do “marketing verde”.

O espetáculo, que pretendia celebrar a fauna nacional, acabou virando motivo de ironia nas redes e nos corredores do evento. “Parecia um carnaval fora de época misturado com aula de teatro do ensino médio”, comentou um dos presentes, em tom de descrença.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abria oficialmente o evento, pedindo união global contra as tragédias climáticas. Mas lá fora, o que se via era uma cena surreal digna de um meme internacional — pessoas de quatro patas fingindo ser onças, capivaras e araras, em plena conferência sobre o futuro do planeta.

É o tipo de performance que faz a gente se perguntar: será que era mesmo sobre proteger a Amazônia — ou sobre chamar atenção a qualquer custo? Porque, se a ideia era despertar consciência ambiental, o que ficou foi o vexame de ver gente rastejando por uma causa que merecia ser tratada com mais seriedade.

No fim, o espetáculo deixou uma lição indigesta: o problema da Amazônia não é falta de animais — é o excesso de gente fingindo ser um. 🐍

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