🎭 Política em tom patriótico

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Lula desfila no 7 de Setembro e solta indiretas sobre soberania em meio a tarifaço de Trump e julgamento de Bolsonaro

O 7 de Setembro, que costuma ser um desfile cheio de símbolos militares e bandeirinhas ao vento, ganhou um tempero político extra neste domingo em Brasília. Lula apareceu na Esplanada cercado de ministros, aliados (e até ex-aliados de última hora), usando a data para martelar a ideia de “soberania nacional” — quase como um contraponto direto ao discurso bolsonarista e à dor de cabeça causada pelo tarifaço recém-imposto por Donald Trump.

A Esplanada amanheceu fantasiada de “Brasil Soberano”: cartazes nos ministérios, bonés distribuídos ao público e até uma música ensaiada pela ministra Margareth Menezes, que transformou o hino do governo em jingle oficial. Enquanto isso, o público misturava aplausos com gritos de “sem anistia” — um recado direto ao Congresso, que ainda flerta com a ideia de perdoar os envolvidos no 8 de Janeiro.

Ausências chamaram a atenção: Barroso e Fachin não deram as caras, Davi Alcolumbre viajou e Ibaneis Rocha preferiu um encontro empresarial em Washington. Já Hugo Motta, presidente da Câmara, se sentou no palanque, conversou animadamente com Alckmin e ministros, e foi observado de perto pelo Planalto, que tenta medir até onde vai sua lealdade.

Ontem à noite, em pronunciamento em cadeia nacional, Lula já havia dado o tom: “O Brasil não será colônia de ninguém. O único dono deste país é o povo brasileiro.” Aproveitou ainda para alfinetar opositores, chamando-os de “traidores da pátria” e avisando que a história não terá piedade. No pacote, reforçou bandeiras como isenção de IR até R$ 5 mil, regulação das redes sociais e defesa do Pix — porque até no Dia da Independência, o aplicativo de pagamentos virou símbolo de soberania.

👉 O desfile terminou como começou: entre militares perfilados, ministros sorridentes, ex-aliados em cima do muro e um Lula que trocou o tradicional palanque da independência por um palco de recados políticos.

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