Zé Dirceu e Boulos Chamam “Patriotas” de Verde e Amarelo para Defender a Democracia

Zé Dirceu e Boulos Chamam “Patriotas” de Verde e Amarelo para Defender a Democracia

No 7 de Setembro, ex-ministro condenado e líderes de movimentos sociais convocam população a protestar contra anistia a golpistas, defender soberania e lutar por direitos trabalhistas e tributários

Neste 7 de setembro, Dia da Independência, José Dirceu, ex-ministro condenado por corrupção, Guilherme Boulos e outras lideranças de esquerda vão às ruas vestir verde e amarelo para defender “a soberania nacional” e a democracia – curiosamente, reivindicando justiça enquanto alguns deles já circularam livremente após sentenças do STF.

O ato, que faz parte do tradicional Grito dos Excluídos, promete reunir movimentos sociais, centrais sindicais e partidos progressistas em 32 cidades do país, com destaque para São Paulo, onde está marcada concentração na Praça da República a partir das 9h. Entre as pautas, estão o fim da famigerada escala 6×1, a redução da jornada sem corte de salários, a taxação dos super-ricos e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil – tudo sob a bandeira de proteger a “democracia” e barrar qualquer tentativa de anistiar golpistas, incluindo Jair Bolsonaro.

José Dirceu, com seu histórico nada modesto, reforçou a importância do ato: “É o dia da nossa independência política. Nossa democracia e soberania estão ameaçadas. É urgente ocupar as ruas, defender o país e garantir que ninguém fique impune”, disse, em tom de gravidade que contrasta com seu passado de condenações e absolvições.

Na mesma linha, Boulos convocou o público chamando o protesto de “ato dos verdadeiros patriotas”: “Defender o Brasil é defender o povo, o fim da escala 6×1, tributar os super-ricos e, claro, garantir que nenhum golpista receba anistia. Domingo, 10h, na Praça da República, estaremos todos juntos”, afirmou.

Entre bandeiras verdes e amarelas, cartazes e discursos inflamados, a ironia fica no ar: figuras que já tiveram embates judiciais se colocam como guardiões da lei e da ordem, exigindo que a democracia seja protegida por aqueles que, em outros momentos, desafiaram seus próprios limites legais.

O 7 de Setembro, portanto, promete ser uma mistura de patriotismo, reivindicação social e – para alguns observadores – um show de contradições ao vivo nas ruas do país.

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