
🏦 Bradesco sobre sanções dos EUA: “Lei não se discute, se cumpre”
Banco espera pareceres jurĂdicos americanos para medir o alcance da Lei Magnitsky apĂłs inclusĂŁo de Alexandre de Moraes na lista de sanções.
O Bradesco ainda está tentando medir o impacto das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky — norma criada para punir estrangeiros acusados de violar direitos humanos ou cometer corrupção.
Embora já tenha um parecer interno, o banco aguarda a análise de dois escritĂłrios jurĂdicos americanos para entender atĂ© onde a lei pode afetar suas operações. “NĂŁo discutimos a lei, nĂłs cumprimos a lei”, disse o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30), apĂłs a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
Segundo Noronha, a equipe jurĂdica trabalha para saber se as sanções terĂŁo impacto restrito ou mais amplo. O entendimento inicial Ă© que qualquer banco que faça negĂłcios nos EUA pode ser envolvido. No caso do Bradesco, a ligação Ă© direta: a instituição tem uma agĂŞncia bancária, uma filial e duas corretoras de operações no territĂłrio americano.
Apesar da tensão, o CEO acredita que a questão possa ser resolvida de forma diplomática, evitando maiores danos às atividades da instituição no exterior. “Ainda não temos as conclusões”, reforçou.
A incerteza persiste, mas uma coisa está clara para o Bradesco: quando a lei fala, não adianta discutir — é seguir as regras.