💰 Governo caça R$ 35 bilhĂ”es no petrĂłleo para tapar buraco do IOF

💰 Governo caça R$ 35 bilhĂ”es no petrĂłleo para tapar buraco do IOF

Lula e ministro da Energia correm contra o tempo para fechar as contas e aliviar a pressão fiscal até 2026

Diante da resistĂȘncia do Congresso em aceitar o aumento do IOF, o presidente Lula (PT) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estĂŁo de olho no petrĂłleo como saĂ­da para reforçar o caixa do governo. A conta Ă© pesada: se tudo der certo, a ideia Ă© garantir uma arrecadação extra de R$ 35 bilhĂ”es atĂ© 2026, ano em que o paĂ­s volta Ă s urnas.

A movimentação acontece em clima de urgĂȘncia. A tentativa de elevar o IOF — que caiu como uma bomba entre os parlamentares — foi mal recebida e corre risco de ser derrubada. Sem essa grana, o governo se viu obrigado a correr atrĂĄs de outras fontes de receita.

O prazo para resolver esse impasse é apertado: até esta terça (3), segundo aviso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Isso porque Lula embarca logo em seguida para a França, onde cumpre compromissos oficiais.

A situação ficou tĂŁo apertada que Silveira cancelou de Ășltima hora sua participação em um evento no Rio de Janeiro, deixando o discurso nas mĂŁos do secretĂĄrio de PetrĂłleo e GĂĄs, Pietro Mendes, para se reunir pessoalmente com Lula.

Onde estĂĄ esse dinheiro?

Grande parte da grana deve sair de negócios jå previstos no setor de petróleo. Por exemplo, a venda de R$ 15 bilhÔes em óleo excedente dos campos de Tupi, Mero e Atapu, além de um leilão de åreas de concessão marcado para junho, que deve render mais R$ 150 milhÔes.

A conta inclui tambĂ©m acordos que ainda estĂŁo sendo fechados, como a individualização da produção no campo de Jubarte, que pode render mais R$ 2 bilhĂ”es, e uma revisĂŁo dos preços de referĂȘncia do petrĂłleo feita pela ANP (AgĂȘncia Nacional de PetrĂłleo), que pode adicionar cerca de R$ 1 bilhĂŁo.

Outra jogada envolve mudar o decreto que define a participação especial sobre a produção de petrĂłleo, com potencial de trazer R$ 4 bilhĂ”es — metade desse valor fica com a UniĂŁo, e o restante vai para estados e municĂ­pios.

E para 2026?

O governo aposta que, no ano eleitoral, mais R$ 15 bilhÔes caiam na conta. Parte disso viria do aumento na venda de óleo da União pela estatal PPSA, que deve saltar de R$ 17 bilhÔes para R$ 25 bilhÔes.

A revisĂŁo dos preços de referĂȘncia tambĂ©m pode render outros R$ 3 bilhĂ”es, e a expectativa Ă© arrecadar mais R$ 1 bilhĂŁo com a liberação de novos blocos exploratĂłrios nas bacias de Campos, Santos, EspĂ­rito Santo e Pelotas, que aguardam aval dos ministĂ©rios do Meio Ambiente e de Minas e Energia.

Resumo da Ăłpera:

O governo estĂĄ literalmente espremendo atĂ© a Ășltima gota do prĂ©-sal para evitar cortes, cumprir metas fiscais e tentar chegar em 2026 com as contas em ordem — e, quem sabe, de olho em mais uma campanha eleitoral.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias