
💰 Governo gasta R$ 200 mil com escritório na Itália para tentar trazer Zambelli de volta
AGU contrata advogados italianos para atuar na fase inicial do processo que pode resultar na extradição da deputada, condenada a 15 anos de prisão no Brasil
O governo brasileiro abriu a carteira e vai desembolsar R$ 200 mil para pagar um escritório de advocacia na Itália que atua na defesa do interesse do Brasil no caso Carla Zambelli (PL-SP). A deputada, que foi presa em julho em território italiano, já acumula condenações no Supremo Tribunal Federal — incluindo 15 anos de prisão e perda do mandato.
O contrato foi firmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com o escritório Gentiloni Silveri, e o valor corresponde apenas à chamada fase cautelar do processo, etapa em que a Justiça italiana analisa se mantém ou não a prisão da parlamentar enquanto o julgamento segue em andamento.
Ainda não há estimativa de quanto o governo precisará gastar na fase principal, que é justamente a mais longa e decisiva: a que trata da extradição. Segundo fontes ligadas ao caso, as negociações com o escritório continuam e a conta final pode ser bem mais alta, já que o processo tende a se arrastar.
Além das penas já impostas pelo STF por invasão ao sistema do CNJ e falsidade ideológica, Zambelli foi novamente condenada a mais 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e por constrangimento ilegal — após o episódio em que perseguiu um homem armada em 2022.
Na última quinta-feira (28/8), a Justiça italiana decidiu que ela continuará presa, alegando “risco máximo de fuga”. Os juízes também rejeitaram os laudos médicos apresentados pela defesa, concluindo que a deputada tem condições de permanecer na prisão.