
MST se posiciona: “América Latina não é quintal dos EUA”
Movimento declara apoio à Venezuela e denuncia pressões de Washington contra Nicolás Maduro, chamando o país vizinho de “irmão” e conclamando brasileiros à solidariedade
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) publicou uma nota pública em que reafirma sua solidariedade ao povo da Venezuela e faz duras críticas às ações dos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro. Para o movimento, trata-se de mais uma “ofensiva imperialista” contra a Revolução Bolivariana.
Na declaração, o MST convoca os brasileiros a se unirem em apoio ao país vizinho, que chama de “nação irmã”, e denuncia as sanções impostas por Washington, que, segundo eles, afetam diretamente a vida da população, dificultando o acesso a alimentos, medicamentos e energia.
O texto também critica o anúncio feito recentemente pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que ofereceu 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, classificando a medida como uma afronta à soberania de um país independente.
Segundo o MST, os EUA repetem com a Venezuela o que já fazem há décadas em Cuba: bloqueios, punições econômicas e tentativa de enfraquecer governos que não se alinham aos seus interesses. O movimento acusa Washington de tentar “retomar o controle do petróleo e do território venezuelano”, mas ressalta que o povo daquele país resiste “em unidade e soberania”.
A nota ainda faz um paralelo com o Brasil, afirmando que o mesmo tipo de ação desestabilizadora também já foi usado contra governos brasileiros. O movimento exalta a postura de Lula, que, segundo eles, tem sido firme na defesa da soberania nacional, assim como Maduro na Venezuela.
A manifestação termina com palavras de ordem:
- “Trump, tire as mãos da América Latina!”
- “América Latina não é quintal dos EUA!”
- “Viva o povo venezuelano! Viva a resistência latino-americana!”