
🔥 NinguĂ©m se diz contra a democracia… atĂ© tentar destruĂ-la, dispara Cármen LĂşcia
Ministra do STF critica discurso hipĂłcrita de golpistas durante julgamento no Supremo
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), não poupou palavras nesta terça-feira (20). Durante o julgamento que aceitou a denúncia contra dez envolvidos no chamado “núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado, ela fez uma reflexão contundente:
“Nunca vi, na história, nem o mais insano dos tiranos admitir que é contra a democracia. Eles dizem defender a democracia… mas uma democracia sem povo. E isso, obviamente, não funciona, porque democracia é, acima de tudo, governo do povo.”
A fala veio enquanto os ministros analisavam o papel desse grupo, acusado de articular ações estratégicas no suposto plano golpista, como tentar pressionar o alto comando das Forças Armadas para embarcar na aventura contra o Estado Democrático de Direito.
Cármen ainda alertou sobre como o populismo segue se reinventando, agora com muito mais força por causa das redes sociais:
“Esse tipo de populismo se repete, mas agora é ainda mais perigoso. As redes amplificam mentiras, discursos fraudulentos e falsas narrativas, como vimos nesse caso.”
🔍 Quem são os réus do “núcleo 3”?
A Primeira Turma do STF decidiu tornar réus dez dos doze denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Pela primeira vez, o ministro Alexandre de Moraes — relator do caso — rejeitou parte da acusação, livrando dois investigados por falta de provas. Moraes foi seguido por Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
“Não há elementos suficientes para seguir com o processo contra Cleverson Ney e Nilson Rodrigues”, justificou Moraes.
Segundo a PGR, os integrantes do “núcleo 3” seriam responsáveis pelas operações táticas do plano golpista. Eles enfrentam acusações pesadas, como tentativa de derrubar, pela força, o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, formação de organização criminosa armada, além de depredação de patrimônio público tombado.
🚨 Veja quem está na lista dos réus:
- Bernardo Correa Netto – coronel preso na Operação Tempus Veritatis da PF
- Estevam Theophilo – general da reserva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres
- FabrĂcio Moreira de Bastos – coronel do ExĂ©rcito, ligado a carta de teor golpista
- Hélio Ferreira Lima – tenente-coronel, membro do grupo “kids pretos”
- Márcio Nunes de Resende Júnior – coronel do Exército
- Nilton Diniz Rodrigues – general do Exército
- Rafael Martins de Oliveira – tenente-coronel, também do grupo “kids pretos”
- Rodrigo Bezerra de Azevedo – tenente-coronel e membro do “kids pretos”
- Ronald Ferreira de Araújo Junior – tenente-coronel, envolvido em debates sobre minuta golpista
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros – tenente-coronel
- Wladimir Matos Soares – agente da PolĂcia Federal
Doze foram denunciados, mas Cleverson Ney (coronel da reserva) e Nilson Rodrigues (general) foram excluĂdos do processo, por decisĂŁo do STF, por falta de provas suficientes.