🔻 Governo Lula ainda enfrenta forte rejeição entre evangélicos, homens, sulistas e mais ricos

🔻 Governo Lula ainda enfrenta forte rejeição entre evangélicos, homens, sulistas e mais ricos

Mesmo com freio na queda de popularidade, avaliação negativa segue à frente da positiva em boa parte dos grupos sociais

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até conseguiu brecar a queda na popularidade, mas ainda está longe de reverter a imagem desgastada registrada no início de 2025. De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (4), 38% dos brasileiros consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto apenas 29% avaliam como boa ou ótima.

A maior resistência continua vindo de alguns grupos específicos. No Sul do país, por exemplo, 46% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto só 26% têm algo positivo a dizer. Entre os homens, a rejeição chega a 42%, e o cenário é ainda mais crítico entre os mais ricos, com renda acima de dez salários mínimos: mais da metade (51%) considera a gestão negativa — ainda que esse número tenha melhorado um pouco em relação aos 63% de fevereiro.

Entre os evangélicos, público tradicionalmente mais conservador e ligado ao bolsonarismo, a desaprovação atinge 49%, contra apenas 19% que enxergam o governo com bons olhos. A tentativa de Lula de se aproximar dos religiosos — como no caso do evento com oração no Rio Grande do Norte — ainda não parece ter surtido efeito concreto nas pesquisas.

Por outro lado, o Nordeste continua sendo o principal bastião de apoio a Lula, com 38% de aprovação, embora ainda abaixo do que já foi. A região registrou queda acentuada no final de 2024, e agora a confiança na gestão petista apenas oscilou levemente para cima.

Entre os católicos, o clima é de divisão: 34% aprovam, 34% reprovam, e 32% avaliam o governo como “regular” — uma fotografia precisa do país hoje: dividido, cauteloso e, em boa parte, insatisfeito.

Apesar de alguns sinais de recuperação pontual, o cenário ainda exige esforço do Planalto. A rejeição é alta, e a paciência de muitos brasileiros, curta.

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