
Gilmar reage após 7 de Setembro
Ministro rebate Tarcísio e afirma que não existe “ditadura da toga” no Brasil
O 7 de Setembro trouxe de novo embates entre o Supremo e a política. Enquanto na Avenida Paulista o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, acusava Alexandre de Moraes de agir com “tirania”, em Brasília o ministro Gilmar Mendes respondeu às críticas pelas redes sociais.
Sem citar diretamente o governador, o decano do STF afirmou que não há ditadura do Judiciário no país, nem ministros que atuem como tiranos. Para ele, o que o Brasil realmente não suporta mais são as investidas contra a democracia: “as sucessivas tentativas de golpe ao longo da história que colocaram em risco a liberdade do povo”, escreveu.
Gilmar também reforçou que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados. Segundo ele, cabe às instituições punir esses atos para que jamais se repitam.
O ministro lembrou ainda episódios recentes que, na visão dele, mostraram riscos de autoritarismo: a negligência na pandemia, as ameaças ao sistema eleitoral, os acampamentos pedindo intervenção militar e a tentativa de golpe de Estado com violência e destruição de patrimônio público.
Na Paulista, o contraste foi claro. Tarcísio se colocou como voz da oposição, pedindo anistia para Bolsonaro e criticando o Supremo. Já Gilmar, do outro lado, defendeu que a democracia só se sustenta se houver firmeza contra quem a ameaça.