
đą Luxo em alto-mar, misĂ©ria em terra firme: o sigilo dourado de Lula e Janja
Enquanto o povo enfrenta filas e impostos, o Planalto esconde o valor do iate de luxo que abriga o casal presidencial durante a COP30. TransparĂȘncia? SĂł quando convĂ©m.
O PalĂĄcio do Planalto decidiu colocar um vĂ©u de sigilo sobre algo que, em qualquer governo que se dissesse popular, deveria ser pĂșblico: o custo total do iate de luxo âIana IIIâ, onde o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja, estĂŁo hospedados durante a COP30, em BelĂ©m (PA).
Segundo o Planalto, a diåria da embarcação é de R$ 2.647 por pessoa. O problema é que o governo não informou quantas pessoas estão a bordo, nem revelou o contrato firmado com a empresa que alugou o iate. Em outras palavras: divulgaram o valor do prato, mas esconderam o tamanho da conta.
A escolha do iate aconteceu apĂłs o descarte de um navio da Marinha â que, segundo o governo, nĂŁo atenderia Ă s âexigĂȘncias de segurança e confortoâ do casal. A justificativa soa elegante, mas tem cheiro de contradição com o discurso de simplicidade e austeridade que o presidente tanto repete.
Enquanto isso, o Brasil vĂȘ seus hospitais lotados, escolas caindo aos pedaços e famĂlias contando moedas no fim do mĂȘs. Mas, em BelĂ©m, o casal presidencial navega com luxo digno de novela, cercado por segredos e privilĂ©gios.
Parlamentares da oposição chamaram o episĂłdio pelo nome que o povo entende: âaventura naval bancada com dinheiro pĂșblicoâ. O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) ironizou o âsocialista de iPhoneâ que desfruta de conforto pago com o suor de quem pega ĂŽnibus lotado. JĂĄ Messias Donato (Republicanos-ES) classificou a cena como âa mais pura hipocrisiaâ, lembrando que Lula havia prometido dormir em um barco simples.
Promessa feita, promessa esquecida â mais uma na lista.
O sigilo imposto pelo Planalto Ă© um sĂmbolo daquilo que se tornou rotina: a transparĂȘncia seletiva, que aparece quando convĂ©m e se esconde quando envolve luxo, gastos ou contradiçÔes do poder.
O governo que dizia representar os pobres agora navega sobre um mar de privilégios, blindado por sigilos e discursos prontos, enquanto o povo rema sozinho contra a maré.