
Lula se acha juiz divino e ataca Bolsonaro mesmo condenado por corrupção
Presidente promete decisão celestial sobre PL da Dosimetria enquanto ignora seu próprio histórico de ilegalidades
Em mais uma declaração que mistura ironia e autoritarismo velado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao SBT News que, quando o Projeto de Lei da Dosimetria chegar à sua mesa, ele estará “sentado com Deus” para tomar a decisão sobre sanção ou veto. Ou seja, além de presidente, Lula agora se autoproclama árbitro celestial da política brasileira.
O petista, no entanto, não perdeu a oportunidade de criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele merece ser condenado, mas sem querer opinar sobre a duração da pena. Curioso é que Lula, condenado por corrupção e já cumprindo seu próprio histórico de falhas e ilegalidades, se coloca como moralizador da política e juiz da punição alheia.
O PL da Dosimetria, que tramita no Congresso, poderia reduzir a pena de Bolsonaro, hoje fixada pelo STF em 27 anos e três meses, para cerca de dois anos e quatro meses — uma diferença gigantesca que, se sancionada, ainda pode gerar controvérsias sobre brechas legais e proteção a outros envolvidos em crimes graves.
“Eu só acho que o cidadão que tentou dar um golpe nesse país, que mentiu o tempo inteiro na governança dele, que é responsável pela morte de milhares de pessoas durante a pandemia e tentou envolver as Forças Armadas, merece ser condenado”, disse Lula, reafirmando seu discurso de moralidade seletiva e deixando claro que a retórica sobre “democracia e autonomia dos Poderes” serve apenas como pano de fundo.
Enquanto isso, aliados no Senado já admitem que o projeto enfrenta resistência e que ajustes serão necessários para não beneficiar apenas o ex-presidente, mas outros envolvidos em delitos. Lula, por sua vez, promete agir “pelo bem da democracia”, ironicamente ignorando seu próprio histórico de crimes e condenações.