Ações da Chevron sobem forte após fala de Trump sobre controle da Venezuela

Ações da Chevron sobem forte após fala de Trump sobre controle da Venezuela

Investidores veem chance de acesso direto às maiores reservas de petróleo do planeta

As ações das principais petroleiras dos Estados Unidos abriram a semana em alta no pré-mercado, impulsionadas por declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que Washington pretende “administrar” a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro no fim de semana.

Os papéis da Chevron, única grande empresa americana ainda atuando no país com autorização especial do governo dos EUA, chegaram a disparar cerca de 10%. Exxon Mobil e ConocoPhillips também acompanharam o movimento positivo.

A Chevron é vista como a companhia melhor posicionada para se beneficiar rapidamente de uma eventual ampliação da presença americana no setor petrolífero venezuelano. A empresa permaneceu no país mesmo após a nacionalização de ativos estrangeiros no início dos anos 2000. Já a ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões da Venezuela, enquanto a Exxon estima créditos próximos de US$ 1 bilhão, segundo decisões arbitrais internacionais.

Apesar do entusiasmo inicial do mercado, ainda há incertezas. Especialistas avaliam que grandes investimentos só devem ocorrer quando houver regras legais e fiscais claras, já que um governo temporário apoiado pelos EUA pode não oferecer segurança jurídica imediata.

A ConocoPhillips afirmou que ainda é cedo para prever novos passos. A empresa, que já foi líder na produção venezuelana, obteve em 2024 licenças que facilitaram a recuperação de parte das perdas causadas pela expropriação de seus ativos.

A Exxon, por sua vez, disse que analisaria oportunidades com cautela. O presidente-executivo da companhia, Darren Woods, lembrou que a empresa já sofreu perdas significativas no país no passado.

Mesmo com o bloqueio marítimo parcial imposto pelo governo Trump, a Chevron segue operando na Venezuela e continua exportando petróleo graças a uma licença especial concedida pelos Estados Unidos.

Analistas alertam, no entanto, que a recuperação total da infraestrutura petrolífera venezuelana pode levar anos. Atualmente, o país responde por menos de 1% da oferta global, apesar de concentrar as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.

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