Advogado que entregou Bretas volta a ser suspenso pela OAB — e já acumula ficha na própria “lava ética”

Advogado que entregou Bretas volta a ser suspenso pela OAB — e já acumula ficha na própria “lava ética”

Nythalmar Dias Ferreira, que expôs os bastidores da Lava-Jato no Rio, recebe nova punição da OAB e fica a um passo da expulsão; acusações incluem cooptação ilegal de clientes.

Ele ficou conhecido por abrir a caixa-preta da Lava-Jato fluminense, apontando o dedo para o ex-juiz Marcelo Bretas. Mas agora, Nythalmar Dias Ferreira Filho, o advogado que um dia teve o rótulo de “criminalista mais caro da operação”, enfrenta novamente o peso da própria classe.

Nesta quinta-feira (17), o Conselho de Ética da OAB do Rio decidiu, mais uma vez, suspender o registro de Nythalmar. Serão 30 dias fora do exercício da profissão — e, se levar mais uma dessas, poderá ser expulso de vez da Ordem.

A nova suspensão veio após denúncias de outros advogados, que o acusam de aliciar ilegalmente clientes. As queixas partiram de Carlo Luchione, Daniela Laboragine e Michelle Aguiar — e não são as únicas. Nythalmar já responde a outros processos disciplinares no Conselho.

O curioso é que, em 2019, ele era o queridinho de políticos enrolados, com uma clientela de peso: Eduardo Cunha, Fernando Cavendish, Arthur Soares (o famoso “Rei Arthur”) e Marco Antônio de Luca — todos figurões do escândalo que envolveu o ex-governador Sérgio Cabral.

Ironia fina do destino ou só mais um capítulo da velha novela brasileira, onde delatores viram alvos e escândalos se retroalimentam com gosto? O fato é que, enquanto o ex-juiz Bretas lida com os próprios fantasmas após ser afastado da magistratura, seu antigo delator também vai colecionando carimbos negativos na própria ficha.

E, no fim, sobra ao público aquele déjà-vu de sempre: quem denuncia também tem esqueleto no armário — e, às vezes, a chave do armário é a própria OAB.

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