
“AINDA NÃO FOI O FIM”: FLÁVIO BOLSONARO FAZ DISCURSO DE PERSEVERANÇA NA CPAC, EM MAR-A-LAGO, E REAFIRMA QUE CONTINUARÁ NA LUTA PELO BRASIL
Em jantar da Conferência de Ação Política Conservadora, na propriedade de Donald Trump, na Flórida, senador destaca a fé, agradece pela trajetória política e afirma que grandes acontecimentos ainda estão por vir. Ao lado de Eduardo Bolsonaro, fortalece a presença brasileira no movimento conservador internacional e deixa uma mensagem de esperança aos seus apoiadores.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou um dos momentos de destaque do jantar da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizado na quinta-feira (5 de novembro de 2026), em Mar-a-Lago, propriedade do presidente americano Donald Trump, em Palm Beach, na Flórida. Diante de representantes do movimento conservador internacional, Flávio fez um discurso marcado pela fé, pela perseverança e pela disposição de continuar atuando politicamente, mesmo diante das dificuldades enfrentadas no cenário brasileiro.
A frase que resumiu sua manifestação foi direta: “Ainda não foi o fim, muita coisa pode acontecer”.
A declaração foi dirigida especialmente aos brasileiros, mas também fez referência ao momento político dos Estados Unidos, onde o Partido Republicano sofreu reveses nas eleições legislativas de meio de mandato. Flávio procurou transmitir uma mensagem de confiança, destacando que resultados eleitorais adversos não precisam representar o encerramento de uma trajetória ou de um projeto político.
Durante sua fala, o senador afirmou que acredita na condução de Deus sobre os acontecimentos e utilizou referências religiosas para explicar sua visão sobre o futuro.
“Deus está sempre no controle de tudo. A porta que Ele abre ninguém fecha e a porta que Ele fecha ninguém abre”, declarou.
Em seguida, revelou que, um ano antes, não imaginava que chegaria a disputar a Presidência da República.
“Um ano atrás, eu jamais imaginava que seria candidato à presidência do Brasil. Mas eu creio que era o projeto de Deus não só para mim, mas para a minha nação”, afirmou.
A declaração demonstra como Flávio interpreta sua entrada na disputa presidencial: não apenas como uma decisão eleitoral, mas como uma missão política que, segundo sua visão, ainda não terminou.
UMA MENSAGEM PARA O BRASIL E PARA OS ESTADOS UNIDOS
Flávio também destacou que o momento exige perseverança e confiança. Segundo o senador, mesmo quando os resultados não correspondem às expectativas, é necessário continuar trabalhando e manter a fé.
“Mesmo quando o que parece ser o final não é aquilo que nós esperávamos, nós temos que agradecer a Deus e ter ainda mais fé de que ainda não foi o fim”, afirmou.
O parlamentar ampliou a mensagem ao mencionar diretamente os dois países.
“Grandes coisas estão por vir e eu sei que não foi o fim para o Brasil e eu sei que não foi o fim para a América”, declarou.
A fala teve um significado político importante porque Flávio não se apresentou como alguém disposto a abandonar a disputa pública depois de uma derrota eleitoral. Pelo contrário, procurou demonstrar que pretende continuar defendendo suas ideias e mantendo a oposição ao governo Lula.
Ao encerrar sua mensagem, reforçou que existem acontecimentos que estão além da capacidade humana de previsão e concluiu: “O impossível, só Deus pode fazer”.
MAR-A-LAGO: UM PALCO INTERNACIONAL PARA A ARTICULAÇÃO CONSERVADORA
A escolha de Mar-a-Lago para a realização do encontro também deu dimensão internacional à participação de Flávio.
O evento reúne representantes de movimentos conservadores, parlamentares, lideranças políticas e convidados de diferentes países. A CPAC se consolidou como uma das principais plataformas de articulação do conservadorismo americano e internacional.
A presença do senador brasileiro nesse ambiente representa uma oportunidade de ampliar contatos e manter o diálogo com setores políticos ligados ao Partido Republicano.
É importante destacar que participar de um evento realizado na propriedade de Donald Trump não significa necessariamente ter uma reunião particular com o presidente americano. Ainda assim, a presença de Flávio em uma conferência dessa dimensão demonstra sua intenção de preservar relações políticas internacionais.
EDUARDO BOLSONARO TAMBÉM PARTICIPA DO ENCONTRO
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também esteve presente na programação da CPAC.
Eduardo tem desempenhado papel importante na aproximação entre representantes brasileiros e integrantes do movimento conservador americano. As edições brasileiras da conferência, realizadas desde 2019, também tiveram participação de sua articulação.
Durante o encontro em Mar-a-Lago, Eduardo publicou registros da participação de Flávio e destacou o encontro com o ator americano Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro na cinebiografia Dark Horse.
A presença dos dois irmãos reforça a continuidade da articulação internacional da família Bolsonaro e a tentativa de manter o diálogo com lideranças conservadoras fora do Brasil.
JIM CAVIEZEL E O ENCONTRO QUE CHAMOU ATENÇÃO
Outro momento registrado durante o jantar foi o encontro de Flávio e Eduardo com Jim Caviezel.
Conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo, o ator americano foi escalado para interpretar Jair Bolsonaro em Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente brasileiro.
O encontro ganhou repercussão nas redes sociais depois que Eduardo divulgou imagens ao lado do artista.
A produção cinematográfica também está no centro de questionamentos sobre financiamento e de investigações envolvendo recursos negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Flávio confirmou que buscou financiamento para o filme, mas nega irregularidades.
FLÁVIO NÃO ABRE MÃO DE SEU ESPAÇO POLÍTICO
A participação na CPAC mostra que Flávio pretende continuar presente no debate político, mesmo depois do resultado das urnas. Seu discurso buscou transformar um momento adverso em uma mensagem de esperança e mobilização para seus apoiadores.
Mais do que uma declaração de efeito, a fala representa uma tentativa de preservar a identidade política de um movimento que continua tendo influência no Brasil e mantém interlocução com setores conservadores internacionais.
O senador merece reconhecimento por manter sua atuação pública e buscar espaços de diálogo internacional. A política democrática exige participação, articulação e capacidade de defender ideias mesmo diante de derrotas.
Flávio encerrou sua manifestação com uma mensagem que resume o espírito de seu discurso: “Ainda não chegou o fim, muita coisa pode acontecer”.
Para seus apoiadores, a declaração é um sinal de que a direita brasileira não pretende abandonar o debate político e continuará buscando caminhos para disputar o futuro do país.
A mensagem deixada em Mar-a-Lago foi de perseverança: uma eleição encerra uma disputa, mas não necessariamente uma trajetória política. E Flávio Bolsonaro fez questão de deixar claro que pretende continuar participando dos próximos capítulos da história brasileira.