
Alckmin defende equilíbrio entre cortes e aumento de receitas para zerar déficit em 2025
No fórum do Brics, vice-presidente destaca que eficiência e justiça fiscal podem andar lado a lado para impulsionar a economia sem sacrificar programas sociais
Durante o encerramento do fórum econômico do Brics no Rio de Janeiro, o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, fez uma defesa clara de que é possível, sim, cortar despesas públicas e ao mesmo tempo aumentar a arrecadação do governo — uma combinação essencial para que o país consiga alcançar a tão sonhada meta de déficit zero em 2025.
Para Alckmin, o segredo está na eficiência da máquina pública e na busca por justiça fiscal, eliminando privilégios e tornando o sistema tributário mais justo para todos. Ele ressaltou que não é preciso escolher entre cortar gastos ou aumentar receitas; é possível fazer os dois em harmonia, sem sacrificar os investimentos em áreas essenciais.
O vice-presidente também reforçou o discurso do presidente Lula, que critica as políticas de austeridade rígidas e defende a manutenção dos programas sociais, considerados vitais para a população mais vulnerável.
O cenário fiscal do país está em uma encruzilhada: o governo federal precisa equilibrar as contas, mas enfrenta resistência para fazer cortes profundos que poderiam afetar setores importantes como saúde e educação. Por isso, a estratégia tem sido aumentar a arrecadação, revisando benefícios fiscais e cobrando impostos de setores que antes escapavam da tributação adequada.
Alckmin destacou que a economia brasileira passa por um bom momento, mas que ainda há desafios pela frente para manter o equilíbrio fiscal e garantir crescimento sustentável.
Em resumo, o vice-presidente reforça que a saída está no diálogo, na administração pública eficiente e na construção de um sistema tributário mais justo — onde todos paguem sua parte — para que o Brasil consiga crescer e cuidar de quem mais precisa.