
Alckmin defende prerrogativa de Lula na escolha de ministro do STF e reforça papel institucional do Executivo
Vice-presidente destaca experiência de Jorge Messias e afirma que indicação ao Supremo é atribuição constitucional do presidente da República
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (18) que a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma prerrogativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista na Constituição.
As declarações foram dadas durante a Apas Show, evento do setor supermercadista realizado em São Paulo, em meio a debates políticos sobre futuras indicações à Corte.
“É uma atribuição do presidente”, diz Alckmin
Ao comentar o tema, Alckmin reforçou que a indicação de integrantes do STF faz parte das funções institucionais do chefe do Executivo, destacando que o processo segue regras constitucionais que envolvem também a sabatina e aprovação no Senado.
Segundo ele, não há espaço para personalização política excessiva no debate, já que se trata de uma competência formal do cargo presidencial.
Elogios a Jorge Messias entram no discurso
Durante a fala, o vice-presidente também elogiou a trajetória do advogado-geral da União, Jorge Messias, apontado como um dos nomes cotados em discussões sobre futuras indicações ao Supremo.
Alckmin destacou a experiência jurídica de Messias e sua atuação no governo federal, reforçando o perfil técnico do advogado-geral.
Contexto político e bastidores em Brasília
A discussão sobre indicações ao STF costuma ganhar força nos bastidores de Brasília sempre que uma vaga se aproxima, envolvendo articulações entre Executivo, Senado e lideranças políticas.
Embora a decisão final caiba ao presidente da República, a indicação precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ser aprovada pelo plenário da Casa.
Debate institucional e leitura política
As declarações de Alckmin ocorrem em um momento de atenção sobre a relação entre os Poderes e o impacto das escolhas para a composição do Supremo Tribunal Federal.
No campo político, falas públicas sobre indicações ao STF frequentemente são interpretadas como sinalização de apoio a determinados nomes, ainda que o processo formal ainda dependa de etapas institucionais no Legislativo.