Alcolumbre adia votação de indicação ao CNJ por falta de quórum no Senado

Alcolumbre adia votação de indicação ao CNJ por falta de quórum no Senado

Plenário não analisará nome de Benedito Gonçalves nesta sessão; decisão ocorre após aprovação na CCJ

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu nesta quarta-feira (20/5) adiar a votação em plenário da indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, para o cargo de corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A suspensão da análise ocorreu por falta de quórum suficiente para a deliberação. Segundo Alcolumbre, não havia número adequado de senadores presentes para a votação avançar, o que levou ao cancelamento da sessão destinada ao tema.

“A posse do novo corregedor ocorrerá em 3 de setembro. Portanto, como temos muito prazo, eu determino o cancelamento da votação”, afirmou o presidente do Senado durante a sessão.

Apesar do adiamento no plenário, a indicação de Benedito Gonçalves já havia sido aprovada mais cedo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com placar de 21 votos favoráveis e 5 contrários, reforçando apoio à sua nomeação para a função no CNJ.

Indicação ao CNJ já tinha aval da CCJ e seguirá em nova data

Benedito Gonçalves foi indicado pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, após eleição interna no tribunal realizada em 14 de abril. O parecer favorável na CCJ foi relatado pelo senador Cid Gomes (CE), que defendeu a aprovação do nome ao cargo de corregedor.

O CNJ é composto por 15 integrantes com mandatos de dois anos, e o corregedor nacional de Justiça ocupa uma das funções mais sensíveis do órgão, responsável por receber e apurar denúncias contra magistrados e acompanhar a conduta do Judiciário em todo o país.

Durante a sabatina na CCJ, o ministro defendeu uma atuação mais próxima da sociedade e destacou a importância da credibilidade institucional do Judiciário.

“Procura-se resposta, tempo razoável de solução da demanda, tratamento digno e previsibilidade”, afirmou.

Trajetória e atuação no Judiciário

Com longa carreira na magistratura, Benedito Gonçalves está no STJ desde 2008 e atua no Judiciário desde 1988. Entre 2019 e 2023, também integrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde relatou processos de grande impacto político, incluindo ações que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A votação no plenário do Senado deverá ser remarcada, já que a indicação permanece válida após aprovação na CCJ. A expectativa é que o tema volte à pauta após a recomposição do quórum necessário para deliberação.

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