
CCJ do Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves para corregedor nacional de Justiça
Nome do ministro do STJ segue agora para votação no plenário do Senado antes de assumir cargo no CNJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (20), a indicação do ministro Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A indicação recebeu 21 votos favoráveis e 5 contrários e agora segue para análise do plenário do Senado, etapa final antes da eventual nomeação.
Indicação foi feita pelo STJ e relatada no Senado
O nome de Benedito Gonçalves foi indicado pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, após deliberação interna da Corte. A escolha também foi aprovada pelo tribunal em abril, consolidando o encaminhamento ao Senado Federal.
Na CCJ, o relatório foi apresentado pelo senador Cid Gomes, que recomendou a aprovação da indicação após análise do currículo e da trajetória do magistrado.
Função no CNJ e papel da Corregedoria
O CNJ é composto por 15 membros com mandato de dois anos e tem como uma de suas principais atribuições o controle administrativo do Poder Judiciário brasileiro.
A vaga destinada ao STJ prevê que o ocupante exerça a função de corregedor nacional de Justiça, responsável por receber denúncias, investigar condutas de magistrados e acompanhar a atuação dos tribunais em todo o país.
Durante a sabatina no Senado, Benedito Gonçalves defendeu a importância da confiança institucional e da eficiência na prestação jurisdicional.
Segundo o ministro, a Justiça deve priorizar a qualidade das decisões e o respeito ao cidadão, destacando que o Judiciário precisa ser acessível e previsível para quem busca solução de conflitos.
Trajetória no Judiciário e atuação no TSE
Com carreira iniciada na magistratura em 1988, Benedito Gonçalves ingressou no STJ em 2008, onde permanece até hoje. Entre 2019 e 2023, também integrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), período em que participou de julgamentos de grande repercussão política.
Um dos casos de maior visibilidade relatados pelo ministro foi o processo que resultou na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por abuso de poder político.
Durante a sabatina no Senado, parlamentares da oposição questionaram sua atuação no TSE, mas o magistrado defendeu suas decisões, afirmando que julgamentos são baseados nas provas apresentadas e na análise técnica do processo.
Próximo passo depende do plenário do Senado
Com a aprovação na CCJ, a indicação segue agora para o plenário do Senado Federal, onde será submetida à votação final dos senadores.
Caso seja confirmada, Benedito Gonçalves assumirá a função de corregedor nacional de Justiça no CNJ, ampliando sua atuação no controle e fiscalização do Poder Judiciário brasileiro.