
Alerj Libera Bacellar: 11 Partidos Votam em Peso pela Soltura; 3 Siglas Fecham Questão Contra
Sessão tensa coloca Plenário em choque: maioria decide derrubar prisão do presidente da Alerj, enquanto poucos partidos mantêm posição firme pela continuidade da detenção
A tarde desta segunda-feira (8) foi de clima carregado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em votação acompanhada de perto por todo o cenário político fluminense, os deputados decidiram revogar a prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), detido no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne.
No total, o painel registrou 42 votos “sim” — a favor da soltura — e 21 votos “não”, pela manutenção da prisão. O Plenário contou com 65 deputados presentes, além de duas abstenções e cinco ausências.
Blocos inteiros fecharam questão pela libertação
Nada menos que 11 partidos votaram integralmente pela revogação da prisão de Bacellar. Entre eles, o próprio União Brasil, legenda do deputado, cujos sete parlamentares presentes votaram pela soltura.
Também deram apenas votos favoráveis siglas como PP, Solidariedade, Republicanos, PRD, Podemos, PMN, PMB, PDT, Avante e Agir. No PP, o deputado Dionísio Lins não participou por motivos de saúde.
A esquerda fecha questão pela manutenção da prisão
Do outro lado, PSOL (5 votos), PSB (2 votos) e PCdoB (2 votos) foram unânimes na defesa de que Bacellar deveria continuar preso.
No PT, a divisão apareceu: foram 5 votos contra a soltura e apenas 1 a favor. Já o PSD, mesmo com orientação do prefeito Eduardo Paes para manter a prisão, acabou rachado:
— 3 votos “não”, seguindo a orientação,
— 2 votos “sim”, contrariando a direção da sigla.
PL entra dividido, e abstenções chamam atenção
Entre os partidos mais presentes no Plenário, o PL teve uma divisão expressiva: 14 deputados votaram pela soltura, enquanto 3 preferiram manter a prisão.
As duas abstenções ficaram por conta de Delegado Carlos Augusto (PL) e Rafael Picciani (MDB).
Cinco deputados não votaram: Dionísio Lins (PP), Felipe Soares (União Brasil), Cláudio Caiado (PSD), Vinicius Cozzolino (União Brasil) e o próprio Rodrigo Bacellar, preso.