
Amizades Caras: a Conta dos Parceiros de Lula Cai no Colo do Brasil
Dívida da Venezuela dispara e reforça a sensação de que alianças ideológicas custam caro ao contribuinte
Enquanto o brasileiro aperta o cinto para pagar imposto, luz, comida e transporte, alguns “amigos” do governo brasileiro parecem viver no crédito eterno — e sem prazo para quitar a conta. Desde o início da atual gestão de Lula, a dívida da Venezuela com o Brasil cresceu mais de 300 milhões de dólares, empurrada por juros e pela velha tolerância diplomática.
No fim de 2025, o rombo já passava de 1,8 bilhão de dólares, um valor que, convertido para a realidade nacional, beira cifras capazes de financiar hospitais, escolas ou infraestrutura básica. Mas, em vez disso, o dinheiro virou um número perdido em relatórios e discursos amistosos entre chefes de Estado.
A Venezuela lidera a lista de países inadimplentes com o Brasil, mas não está sozinha. Cuba, Moçambique e outras nações também acumulam débitos, formando um verdadeiro clube de devedores internacionais sustentado pela boa vontade — ou pela cegueira — da política externa brasileira.
Essas dívidas têm origem em financiamentos para exportações e obras bancadas com recursos públicos, muitas delas viabilizadas por mecanismos ligados ao BNDES. Na prática, o Brasil financiou projetos fora de casa enquanto, dentro do país, faltava investimento para resolver problemas básicos da população.
O discurso oficial fala em solidariedade internacional e cooperação entre países “irmãos”. Já o brasileiro comum enxerga outra coisa: prejuízo atrás de prejuízo, sempre em nome de alianças ideológicas que não retornam em benefícios concretos.
No fim das contas, a sensação é amarga. Os amigos do poder continuam sorrindo, posando para fotos e acumulando dívidas. Já o povo brasileiro segue pagando a conta — com juros, inflação e paciência cada vez mais curta.