Após absolver Bolsonaro, Fux reage às críticas e lança indiretas dentro do STF

Após absolver Bolsonaro, Fux reage às críticas e lança indiretas dentro do STF

Ministro diz que está corrigindo rumos e alfineta colegas que comentaram seu voto “sem sequer ler”.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, não deixou barato a repercussão de seu voto que absolveu Jair Bolsonaro no caso da trama golpista. Nesta semana, o magistrado saiu em defesa de sua mudança de entendimento e disparou indiretas para dentro do próprio tribunal.

Com um discurso firme, Fux afirmou que não vai insistir em erros apenas para parecer coerente — uma mensagem clara para quem tem acusado sua guinada de ser política ou estratégica:

“Não busco coerência no erro. O tempo traz reflexão e humanidade.”

E sobrou para os colegas que criticaram publicamente sua decisão:

“Não leram o voto que comentaram.”

O recado, embora sem nomes, cai como luva no debate recente com Gilmar Mendes, que tem protagonizado embates com Fux nos bastidores e até durante sessões.

⚖️ Uma mudança que mexe com os rumos do tribunal

Fux vinha votando pela condenação dos envolvidos no 8 de Janeiro — mas virou a chave em 2025, alegando que alguns julgamentos apressados do passado geraram injustiças.

Sua nova postura tem impacto direto:
• fortalece a ala mais garantista do STF
• cria ruído interno com ministros mais punitivistas
• reabre debates sobre competência das Turmas em casos de grande repercussão

🔥 Bastidores pegando fogo

O voto que absolveu Bolsonaro foi apenas uma das faíscas que elevaram a tensão. Fux e Gilmar Mendes já haviam trocado farpas, e agora o clima é de desconfiança e suspeita dentro do Supremo.

Entre conversas reservadas e declarações públicas atravessadas, está claro que o STF vive uma crise interna de egos e de visão institucional.

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