Fux cutuca Moraes e lembra auditoria do PSDB nas urnas de 2014

Fux cutuca Moraes e lembra auditoria do PSDB nas urnas de 2014


Durante julgamento do “núcleo 4” da trama golpista, ministro usou exemplo do passado para criticar punições aplicadas por Moraes em casos recentes.

O clima no Supremo Tribunal Federal esquentou novamente. Durante o julgamento dos acusados do núcleo 4 da trama golpista, o ministro Luiz Fux fez uma lembrança carregada de ironia — e de endereço certo. Sem citar diretamente, mirou Alexandre de Moraes ao relembrar um episódio do PSDB, partido ao qual Moraes já foi filiado.

Fux mencionou o pedido de auditoria nas urnas eletrônicas feito por Aécio Neves, logo após a derrota para Dilma Rousseff, nas eleições de 2014. Na ocasião, o PSDB solicitou uma verificação do resultado ao TSE, mas afirmou ter “absoluta confiança” no sistema — o pedido seria apenas para “tranquilizar os eleitores”.

🗳️ Um passado que voltou à pauta

Ao recordar o caso, Fux fez questão de comparar com as alegações de fraude propagadas anos depois por Jair Bolsonaro e seus apoiadores — desta vez, punidas com multas e ações judiciais determinadas por Moraes.

“Vossa Excelência sabe, e eu também sei, que não foi a primeira vez que um candidato à Presidência questionou o resultado das eleições”, afirmou Fux.

Em seguida, veio a cutucada direta:

“Naquele tempo, em vez de criminalizar ou impor uma multa bilionária, o TSE autorizou a auditoria e apresentou seus resultados, mostrando que não havia fraude.”

⚔️ Uma fala que ecoa dentro do STF

A fala soou como uma crítica ao endurecimento de Moraes diante de manifestações sobre as urnas. Para alguns ministros, o tom de Fux reflete desgaste interno entre os magistrados, que já vêm trocando farpas públicas nas últimas semanas.

Enquanto Moraes segue firme na defesa de punições a quem questiona o sistema eleitoral, Fux tenta adotar um discurso mais “ponderado”, reforçando que o debate não pode ser confundido com ataque às instituições.

Nos bastidores, o episódio foi visto como mais um capítulo da tensão entre os ministros, que divergem não apenas sobre o conteúdo dos julgamentos, mas também sobre a forma como o Supremo tem se comunicado com a sociedade.

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