
Asas Cortadas: Governo Lula faz ministros disputarem assento na ponte aérea
Enquanto bilhões voam para outros cantos do orçamento, aviões da FAB ficam no chão por falta de combustível — e ministros encaram a fila como qualquer mortal
No Brasil de 2025, até avião oficial entra em greve. Sete dos dez jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), usados para transportar ministros e autoridades, estão literalmente estacionados — sem uma gota de combustível ou peça de reposição. Motivo? O governo Lula decidiu bloquear R$ 2,6 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa. Resultado: faltou dinheiro até para abastecer os brinquedinhos da elite do poder.
O efeito foi imediato. Agora, ministros estão sendo vistos no ambiente mais hostil possível para quem está acostumado ao ar-condicionado da autoridade: as filas dos aeroportos comerciais. A cena é quase cômica — não fosse trágica. Autoridades esperando como reles cidadãos para embarcar num voo atrasado para Brasília, com direito a lanche seco e criança chorando no banco ao lado.
Segundo a Folha de S. Paulo, sete dos dez aviões da frota estão parados por falta de manutenção básica: combustível, lubrificantes e até peças simples de reposição. A própria FAB confirmou, em nota oficial, que as restrições orçamentárias afetaram “todo o ciclo de operação”. Tradução: a coisa tá feia mesmo.
Os únicos que ainda têm preferência no pouco que resta são os ministros da Justiça, Fazenda, Casa Civil e Defesa — além, claro, dos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. O resto da turma precisa pegar senha e esperar.
E enquanto isso, Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentam decidir o que fazer com esse caos aéreo — porque, aparentemente, ninguém esperava que cortar bilhões da Defesa pudesse afetar… a própria Defesa.
A Força Aérea, que deveria zelar pelo céu do país, agora tenta apenas manter um motor funcionando aqui e ali. O problema é que a frota de ministros também precisa voar — nem que seja para discutir, ironicamente, o próprio corte de verbas que os deixou a pé.
Se continuar assim, vai ter ministro fazendo conexão em Congonhas, e quem sabe até disputando um Uber Black na saída do Santos Dumont.