
Assessor de Trump preso no Brasil promete não descansar até ver Bolsonaro livre
O braço direito de Donald Trump se envolve na política brasileira e faz duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes
Jason Miller, conhecido estrategista de campanha do ex-presidente Donald Trump, voltou a agitar as redes neste domingo (10). Detido no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, Miller declarou que não vai sossegar enquanto Jair Bolsonaro não for libertado.
“Quero deixar bem claro: não vou parar, nem desistir, jamais desistirei até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu em sua conta no X, plataforma onde também compartilhou que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam “apavorados” com a chamada Lei Magnitsky — uma medida que sancionou Moraes no fim de julho.
Na mesma postagem, Miller soltou uma frase curta, mas carregada de ameaça: “libertem Bolsonaro… ou então”, seguida do emoji de uma mira, insinuando que os magistrados podem estar na linha de fogo da lei que tem repercussão internacional.
Não é a primeira vez que o americano se manifesta sobre a política brasileira. Na última quinta (7), ele comparou o presidente Lula a Joe Biden, afirmando que o petista teria um “cérebro de banana amassada”. A provocação veio após uma entrevista de Lula na qual ele disse que, se sentir que Trump estiver aberto para diálogo, não hesitaria em ligar para ele.
Além disso, em julho, Miller já havia criticado Moraes por impedir Bolsonaro de conceder entrevistas nas redes sociais, classificando a decisão como mais uma perseguição política e declarando que o ministro quer mostrar que “ele é quem manda no Brasil, não Lula”.
A ligação de Miller com o Brasil é antiga e intensa. Em 2021, ele foi detido no aeroporto de Brasília por ordem de Moraes para prestar depoimento no inquérito que investiga atos antidemocráticos, o mesmo que envolve Bolsonaro. Após prestar depoimento, foi liberado para voltar aos Estados Unidos.
Essa movimentação reforça o clima tenso entre políticos brasileiros e figuras internacionais ligadas a Trump, além de evidenciar o papel de Moraes como um dos alvos centrais nessa disputa.