Ataque durante Parada do Orgulho em Berlim é tratado como terrorismo; uma pessoa morre e 29 ficam feridas

Ataque durante Parada do Orgulho em Berlim é tratado como terrorismo; uma pessoa morre e 29 ficam feridas

Governo alemão classifica atentado como ato terrorista de motivação islamista; investigação apura participação de possíveis cúmplices enquanto autoridades reforçam medidas de segurança

Berlim, 27 de julho de 2026 — A Alemanha vive um dos episódios mais graves de violência registrados em grandes eventos públicos nos últimos anos após um ataque ocorrido durante a tradicional Christopher Street Day (CSD), a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim. O atentado deixou uma pessoa morta e 29 feridos, alguns em estado grave, e passou a ser investigado oficialmente como um atentado terrorista de motivação islamista, segundo confirmou o governo alemão.

O ataque aconteceu na noite de sábado (25), nas proximidades do Tiergarten, área central da capital alemã, onde centenas de milhares de pessoas participavam de uma das maiores celebrações do orgulho LGBTQIA+ da Europa.

Como ocorreu o ataque

De acordo com as primeiras investigações, um veículo utilitário avançou deliberadamente contra a multidão que deixava a manifestação.

Segundo o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, o automóvel foi utilizado como arma para atingir dezenas de pessoas.

Após o atropelamento, o suspeito teria descido do veículo armado com uma faca e atacado pessoas que estavam no local, ampliando o número de vítimas.

A sequência de violência provocou pânico entre os participantes da marcha, obrigando as autoridades a interromper imediatamente a programação do evento.

Balanço das vítimas

As autoridades alemãs confirmaram:

  • 1 pessoa morta;
  • 29 pessoas feridas;
  • diversos feridos em estado grave;
  • vítimas encaminhadas para diferentes hospitais da capital.

Segundo o hospital universitário Charité, alguns pacientes receberam alta ainda nas primeiras horas após o ataque, enquanto outros permaneceram internados em unidades de terapia intensiva sob observação médica.

Governo confirma investigação por terrorismo

Durante coletiva realizada em Berlim, o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, afirmou que todos os elementos reunidos até o momento apontam para um atentado terrorista de inspiração islamista.

Segundo o ministro, o ataque teve características compatíveis com ações terroristas recentes registradas na Europa.

As investigações foram assumidas por unidades especializadas em combate ao extremismo e ao terrorismo.

Quem é o principal suspeito

As autoridades identificaram o principal suspeito como Abdul B., cidadão alemão de 21 anos, filho de imigrantes libaneses.

Segundo informações divulgadas pela polícia e pela imprensa alemã, ele:

  • nasceu na Alemanha;
  • possuía antecedentes criminais;
  • era monitorado por órgãos de segurança;
  • apresentava histórico de radicalização islâmica;
  • teria tentado viajar para a Síria para integrar a organização extremista Estado Islâmico (EI);
  • chegou a ser preso anteriormente sob suspeita de preparar atos de terrorismo.

Também foi revelado que Abdul participava de um programa de desradicalização conduzido por especialistas alemães, encontrando-se ainda na fase inicial de avaliação.

Segundo os responsáveis pelo programa, ele demonstrava comportamento cooperativo durante os encontros, embora existissem dúvidas quanto ao seu real compromisso com o processo de reintegração.

Operação policial

Após o atentado, a polícia iniciou uma ampla operação para localizar o suspeito.

As autoridades divulgaram sua fotografia e alertaram a população para não tentar abordá-lo, considerando-o armado e extremamente perigoso.

Alguns relatos da imprensa indicaram posteriormente que Abdul B. teria sido morto durante uma operação policial ao atacar agentes com uma arma branca. Outras informações divulgadas no mesmo período apontavam que ele ainda permanecia foragido. As autoridades continuavam esclarecendo oficialmente a cronologia dos fatos.

Possíveis cúmplices

A investigação também procura determinar se o atentado contou com a participação de outras pessoas.

Segundo a polícia:

  • há indícios de que um passageiro ocupava o veículo utilizado no ataque;
  • testemunhas relataram a fuga de mais de um indivíduo após o atropelamento;
  • um homem de nacionalidade iraniana chegou a ser detido por suspeita de envolvimento.

As autoridades ainda trabalham para confirmar a participação de eventuais cúmplices e reconstruir toda a dinâmica da ação criminosa.

Celebração foi interrompida

A Christopher Street Day, conhecida internacionalmente por reunir centenas de milhares de participantes em defesa dos direitos LGBTQIA+, transcorria de maneira pacífica até o momento do ataque.

O desfile percorreu diversas ruas de Berlim com apresentações musicais, carros alegóricos e manifestações culturais.

Após o atentado:

  • toda a programação foi cancelada;
  • apresentações musicais foram interrompidas;
  • participantes receberam orientação para deixar a região imediatamente;
  • o perímetro foi isolado para trabalho das equipes de emergência e da perícia.

Reação do governo alemão

O chanceler federal Friedrich Merz classificou o episódio como um ataque abominável contra a liberdade e a democracia.

Durante cerimônia religiosa realizada na Igreja de St. Marien, em Berlim, Merz afirmou que o governo utilizará todos os recursos disponíveis para identificar todos os responsáveis e garantir sua punição.

Segundo o chanceler:

  • o terrorismo não intimidará a sociedade alemã;
  • a liberdade continuará sendo protegida;
  • novas medidas de segurança poderão ser adotadas após a conclusão das investigações.

Também participaram da cerimônia representantes do governo federal, autoridades locais e líderes religiosos.

Solidariedade internacional

Diversos líderes internacionais manifestaram solidariedade ao povo alemão.

Entre eles:

  • o presidente da França, Emmanuel Macron;
  • a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

As mensagens condenaram todas as formas de terrorismo, extremismo e violência motivada por intolerância.

Investigação continua

As investigações permanecem em andamento e concentram-se em diversos pontos:

  • reconstrução completa da dinâmica do ataque;
  • confirmação da existência de cúmplices;
  • análise das ligações do suspeito com grupos extremistas;
  • verificação de possíveis falhas de monitoramento por parte dos órgãos de segurança;
  • identificação de eventuais redes de apoio à radicalização.

O atentado reacendeu na Alemanha o debate sobre terrorismo, segurança pública, combate ao extremismo e proteção de grandes eventos, especialmente aqueles voltados a minorias, enquanto as autoridades reforçam a vigilância em manifestações públicas em todo o país.

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