
Caso Master: ex-presidente do BRB negocia delação e mira repasses ao exterior até junho
Paulo Henrique Costa deve formalizar acordo de colaboração premiada em investigação que envolve operações financeiras e suspeitas ligadas ao Banco Master
A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, trabalha com a previsão de formalizar até junho uma proposta de delação premiada no âmbito das investigações que apuram operações financeiras envolvendo o banco e movimentações ligadas ao Banco Master.
Segundo informações divulgadas inicialmente pela imprensa e confirmadas por fontes do caso, a expectativa é que o ex-gestor assine já nos próximos dias um termo de confidencialidade, etapa necessária para avançar nas negociações do acordo de colaboração.
Depoimentos devem focar em remessas ao exterior
De acordo com pessoas próximas à investigação, os depoimentos previstos na possível delação devem se concentrar em supostos fluxos de recursos do Brasil para o exterior, além de operações financeiras consideradas sensíveis pelas autoridades.
As apurações também envolvem suspeitas de irregularidades em transações realizadas durante a gestão do banco público, incluindo a aquisição de carteiras de crédito.
Investigação cita operações bilionárias e possíveis irregularidades
As investigações em andamento apuram a possível existência de pagamentos indevidos e favorecimentos em operações que teriam envolvido o empresário Daniel Vorcaro, apontado como controlador do Banco Master.
Segundo os autos, o Banco de Brasília teria adquirido carteiras de crédito avaliadas em aproximadamente R$ 12,2 bilhões, classificadas pelos investigadores como suspeitas de irregularidades. Há ainda registros de tentativas de aquisição do próprio Banco Master pelo banco estatal.
As informações constam em investigações conduzidas no âmbito do Judiciário, com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal em determinadas fases do processo.
Decisão judicial e situação do ex-gestor
Em março, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência de Paulo Henrique Costa para unidade prisional em Brasília. O ex-presidente do BRB permanece preso e já teve pedidos de liberdade negados em instâncias superiores.
Próximos passos do caso
A eventual delação é vista como um desdobramento relevante da investigação, podendo ampliar o detalhamento sobre operações financeiras, fluxos internacionais de recursos e a relação entre agentes públicos e privados envolvidos no caso.
Até o momento, os termos do acordo ainda estão em negociação e dependem da homologação das autoridades competentes para que a colaboração seja formalmente aceita.