
Barroso se despede do STF e Lula se prepara para anunciar sucessor
Ministro encerra 11 anos de atuação na Corte e Planalto avalia entre Jorge Messias e Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga
O ministro Luís Roberto Barroso encerra nesta sexta-feira (17) seu ciclo no Supremo Tribunal Federal (STF), após 11 anos de atuação. Aos 67 anos, Barroso antecipou sua aposentadoria, que seria obrigatória apenas em 2028, marcando o fim de uma trajetória de destaque na Corte.
Com a saída de Barroso, abre-se uma nova corrida política no governo de Luiz Inácio Lula da Silva para escolher seu terceiro indicado ao STF neste mandato. O anúncio oficial do sucessor deve acontecer nos próximos dias, após conversas do presidente com sua equipe e líderes partidários.
Entre os nomes mais comentados estão Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. Messias, com sólida carreira jurídica e histórico de confiança com Lula desde 2003, é visto como técnico e alinhado à agenda do governo. Além disso, sua ligação com o segmento evangélico pode fortalecer a aproximação do PT com um eleitorado estratégico para 2026.
Rodrigo Pacheco, por outro lado, soma peso político e respaldo entre senadores do centro e da direita moderada, podendo ajudar a melhorar a relação do Executivo com o Congresso, especialmente em um momento de desgaste com o Centrão. Entretanto, se decidir concorrer ao governo de Minas Gerais, sua indicação ao STF poderia ser reavaliada para manter estratégias eleitorais.
Fontes do Planalto indicam que a decisão será anunciada até o fim de outubro, equilibrando perfil técnico, fidelidade institucional e impactos políticos. A vaga de Barroso será a terceira aberta no atual mandato de Lula, que já indicou Cristiano Zanin e Flávio Dino, e definirá o tom das relações entre governo e Judiciário nos próximos anos.