Blindagem vergonhosa: irmão de Lula é poupado em CPI do INSS enquanto o escândalo explode

Blindagem vergonhosa: irmão de Lula é poupado em CPI do INSS enquanto o escândalo explode

Enquanto a Polícia Federal prende ex-presidentes do INSS e desmantela um esquema bilionário de fraudes, a base governista na Câmara barra a convocação de Frei Chico, irmão de Lula, citado em investigações. O discurso de “ninguém acima da lei” parece ter endereço certo — e sobrenome conhecido.

No mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Sem Desconto, que revelou um esquema gigantesco de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, a CPI do INSS virou palco de um espetáculo já conhecido do brasileiro: a blindagem dos aliados do poder.

Entre os nomes poupados está José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) — entidade investigada pela PF —, ele deveria, no mínimo, prestar esclarecimentos. Mas a base governista fez questão de enterrar o pedido de convocação.

⚖️ A CPI que finge investigar

Deputados de oposição reagiram com indignação. Para Marcel van Hattem (Novo-RS), o recado foi claro: “Falam em investigar, mas na hora de votar, protegem os amigos do rei.”
O parlamentar cobrou coerência e pediu que os membros da comissão “parem de agir como escudo político” e cumpram o papel de buscar a verdade — doa a quem doer.

O relator da CPI, Alfredo Gaspar (União-AL), também denunciou a existência de uma rede de “blindagens seletivas”, citando Frei Chico e outros nomes ligados ao governo. “Não adianta esconder debaixo do tapete. A investigação está andando, e vai chegar a todos, sejam de que bandeira forem”, afirmou.

Mesmo assim, a base de Lula barrrou quebras de sigilo bancário e fiscal de aliados e figuras próximas, inclusive da publicitária Danielle Fonteles, que recebeu R$ 5 milhões do lobista conhecido como ‘Careca do INSS’, um dos pivôs do escândalo.

💸 Um escândalo que atinge todos, mas não todos respondem

O que mais revolta é o contraste: enquanto ex-presidentes do INSS são presos, ministros da era Bolsonaro usam tornozeleira eletrônica e dirigentes sindicais são alvos de busca e apreensão, o irmão do presidente é blindado — como se houvesse um código de silêncio quando o sobrenome é Silva.

E o povo? Os verdadeiros prejudicados — aposentados e pensionistas — seguem sem resposta, sem restituição e, pior, sem justiça.

😡 Dois pesos, duas medidas

Quando o escândalo envolve opositores, a gritaria é imediata: “prisão!”, “corrupção!”, “lava tudo!”. Mas quando o rastro de dinheiro leva a alguém próximo do poder atual, o silêncio domina e o tapete vermelho se transforma em tapete protetor.

Falar em “ética” e “igualdade diante da lei” soa hipócrita quando se protege o irmão do presidente enquanto se joga o resto aos leões. O Brasil, mais uma vez, prova que não existe justiça cega — apenas uma justiça que enxerga quem tem poder.

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