Bolsa ou bastidor? Moraes investiga lucro bilionário com dólar antes do tarifaço de Trump

Bolsa ou bastidor? Moraes investiga lucro bilionário com dólar antes do tarifaço de Trump

💰 AGU vê sinais de manipulação e uso de informação privilegiada em operação que rendeu fortuna em poucas horas — enquanto o país ainda nem sabia do golpe que estava por vir

Um movimento financeiro tão certeiro quanto suspeito, envolvendo bilhões de dólares, acendeu o alerta vermelho no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes mandou abrir nesta segunda-feira (21) uma investigação para apurar se houve uso de informação privilegiada — o famoso “insider trading” — na compra e venda de dólares horas antes do anúncio do tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

A denúncia veio da própria Advocacia-Geral da União (AGU), que apontou operações atípicas no mercado de câmbio feitas pouco antes de o ex-presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O volume e o timing das transações indicam que alguém soube com antecedência e aproveitou para lucrar alto — muito alto.

Os números que escancaram o escândalo

  • 🕜 13h30 (9 de julho): entre US$ 3 e 4 bilhões são comprados a R$ 5,46
  • 📣 16h17: Trump anuncia o tarifaço contra o Brasil
  • 💸 16h20: os mesmos dólares são vendidos por R$ 5,60

Em questão de minutos, os operadores embolsaram um lucro que, segundo especialistas, pode ter chegado a impressionantes 50% sobre o valor investido — algo praticamente impossível de acontecer no mercado de câmbio sem uma informação privilegiada.

“Alguém sabia de tudo — e agiu rápido”

Spencer Hakimian, gestor da Tolou Capital Management, em Nova York, foi direto:

“Não é um comportamento normal. É como se alguém dissesse: ‘Quero fazer isso rápido e sem deixar rastros’.”

Para ele, só três possibilidades explicam o feito:

  1. A pessoa sabia da informação antes do anúncio;
  2. Entendia o impacto que ela causaria na cotação do dólar;
  3. E sabia exatamente a hora certa de agir.

A investigação vai agora tentar responder à pergunta que grita desde o início:
Quem, afinal, teve acesso antecipado à decisão de Trump e usou isso para ganhar bilhões — enquanto o país ainda nem sabia do tombo que vinha pela frente?

Se confirmado o uso de informação privilegiada, o caso pode se tornar um dos maiores escândalos financeiros ligados à geopolítica recente. Para a AGU, há fortes indícios de que o mercado foi manipulado por dentro — e alguém saiu sorrindo com bilhões no bolso, enquanto o país contava os prejuízos.

A apuração ainda está no início. Mas já deixa claro que, em tempos de guerra comercial, o mercado não dorme — e, às vezes, também não joga limpo.

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