Bolsonaro passa mal e se machuca na prisão

Bolsonaro passa mal e se machuca na prisão

Ex-primeira-dama denuncia negligência da PF enquanto ex-presidente sofre queda e traumatismo leve

A prisão de Jair Bolsonaro segue gerando preocupação e indignação. Na madrugada desta terça-feira (6), o ex-presidente sofreu uma crise enquanto dormia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, caiu dentro da cela e bateu a cabeça em um móvel. As informações foram divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em suas redes sociais.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, relatou Michelle, que aguardava esclarecimentos do delegado responsável sobre os primeiros socorros prestados ao ex-presidente.

O médico Cláudio Birolini confirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve e passará por exames detalhados para avaliação clínica. Segundo o especialista, quedas nesse contexto são uma das maiores preocupações, especialmente considerando o histórico de saúde do ex-presidente.

O episódio ocorreu poucos dias após Bolsonaro ter recebido alta do hospital DF Star, onde esteve internado por nove dias após cirurgia de hérnia inguinal e bloqueio do nervo frênico, procedimento necessário para conter crises de soluços que persistem desde a facada de 2018. Apesar de ter apresentado melhora, aliados relatam que o ex-presidente vinha enfrentando dificuldade para dormir na prisão, devido ao barulho constante do sistema de ar-condicionado.

A defesa já havia levado o caso ao Supremo Tribunal Federal, solicitando providências para garantir condições mínimas de descanso. Até agora, porém, a decisão de Moraes mantém Bolsonaro em um ambiente que representa risco à sua saúde, demonstrando descaso com a integridade física do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF sob acusação de envolvimento em tentativa de golpe de Estado. A situação gera revolta entre apoiadores e familiares, que classificam o episódio como consequência de uma prisão arbitrária e desumana, destacando a negligência da autoridade responsável pela decisão.

Michelle Bolsonaro afirmou que o cardiologista Brasil Ramos Caiado está acompanhando o caso, mas reforçou a preocupação com a forma como o ex-presidente está sendo mantido na Superintendência da PF.

O episódio reforça a percepção de aliados e cidadãos de que a prisão de Bolsonaro não apenas coloca em risco sua saúde, mas também expõe falhas graves na supervisão do STF e da Polícia Federal.

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