Moro comemora sanção de Lula e diz que Brasil está em “guerra aberta” contra o crime organizado

Moro comemora sanção de Lula e diz que Brasil está em “guerra aberta” contra o crime organizado

Senador paranaense afirma que nova lei permite ação antecipada da Justiça e da polícia para impedir atentados e desmontar facções antes que ajam

O senador Sergio Moro (União Brasil–PR) celebrou nesta quarta-feira (30) a sanção de um projeto de sua autoria pelo presidente Lula — uma das raras ocasiões em que ambos se alinham em torno de uma pauta. A nova lei passa a tipificar como crime a conspiração ou o ajuste para atentados contra agentes públicos, fortalecendo o enfrentamento direto às facções e milícias.

Para Moro, a medida é mais do que necessária: é um passo concreto numa guerra que o Brasil já está travando.

“Estamos em guerra contra o crime organizado”, declarou o senador ao R7 Planalto. “A lei permite uma intervenção antecipada das forças da Justiça e da Polícia, evitando que os atentados se concretizem.”

O ex-juiz da Lava Jato destacou que o recente conflito no Rio de Janeiro é um retrato nítido da força que o crime organizado ainda exerce em várias regiões do país. Segundo ele, ignorar o problema seria fechar os olhos para uma estrutura que já se infiltrou na política, na economia e até em setores do Estado.

Moro também defendeu a instalação da CPI do Crime Organizado, proposta pelo senador Alessandro Vieira, como uma forma de mapear a infiltração das facções e seus esquemas de lavagem de dinheiro.

“Não existe solução mágica, mas a CPI pode ser um fórum importante para o Congresso oferecer uma resposta concreta à sociedade”, afirmou.

Entre divergências políticas e rusgas do passado, a sanção de Lula ao projeto de Moro mostra um raro ponto de convergência: o combate ao crime organizado é uma causa que ultrapassa partidos — e o país não pode mais tratar essa guerra como se fosse apenas um problema de segurança pública.

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