
Casa Branca em modo filme de ação: Trump anuncia ataque à Venezuela e diz ter “capturado” Maduro
Em publicação nas redes, presidente dos EUA fala em operação de grande escala, enquanto Caracas acorda com explosões, fumaça e versão oposta dos fatos
O mundo amanheceu neste sábado (3) com mais um capítulo digno de superprodução hollywoodiana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas realizaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro teria sido capturado junto com a esposa e retirado do país por via aérea.
O anúncio foi feito, como de costume, em tom triunfal, por meio da rede social Truth Social, onde Trump garantiu que a operação foi um “sucesso total” e conduzida em conjunto com forças de segurança dos EUA. Detalhes oficiais, segundo ele, seriam apresentados horas depois em uma coletiva na Flórida.
Enquanto isso, em Caracas, a madrugada foi marcada por explosões, helicópteros sobrevoando a cidade, colunas de fumaça e quedas de energia, imagens que rapidamente tomaram conta das redes sociais. Moradores relataram momentos de pânico, com aviões voando baixo e clarões iluminando o céu da capital venezuelana.
Do lado venezuelano, a versão é outra. O governo de Maduro denunciou uma “agressão militar imperialista”, decretou estado de emergência nacional e anunciou a mobilização das forças de defesa. Segundo Caracas, ataques também teriam atingido os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Um dos pontos mais sensíveis teria sido o Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, que apareceu em chamas após as explosões. Até o momento, não há números oficiais sobre mortos ou feridos.
Antes mesmo dos bombardeios, autoridades norte-americanas haviam fechado o espaço aéreo venezuelano para voos dos EUA, alegando risco por “atividade militar em andamento” — sinal de que a noite prometia ser longa.
Críticos internacionais reagiram rapidamente. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu uma reunião urgente da ONU e da OEA, enquanto analistas alertam para o risco de escalada militar na região.
Entre anúncios grandiosos, vídeos não verificados e versões que se chocam, uma coisa é certa: a relação entre Washington e Caracas entrou, de vez, em um dos seus momentos mais tensos — com Trump no papel de diretor, roteirista e protagonista da narrativa.
Matéria em atualização.