
Fábio Porchat reage com ironia a projeto que o declara “persona non grata” no Rio de Janeiro
Humorista comenta decisão da Alerj, faz críticas ao debate político e diz que medida “o orgulha” por ser alvo de parlamentares
O comediante e ator Fábio Porchat reagiu de forma irônica à aprovação de um projeto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que o classifica como “persona non grata” no estado. A proposta já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ainda precisa ser votada em plenário.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o humorista tratou a decisão com deboche e afirmou que o fato de ser alvo de parlamentares é motivo de “orgulho”.
“Deputado chateado comigo é um negócio que enche o meu peito de orgulho”, disse Porchat, em tom de ironia, ao comentar a aprovação do texto.
Projeto avança na Alerj e gera debate político
A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Amorim (PL) e aprovada por 4 votos a 2 na CCJ. O texto ainda depende de análise no plenário da Alerj para eventual confirmação.
Segundo o relatório aprovado na comissão, a medida teria caráter de “sanção moral”, motivada por falas e posicionamentos públicos atribuídos ao humorista, considerados pelos autores como ofensivos.
O relator do projeto, deputado Alexandre Knoploch (PL), afirmou durante a tramitação que a proposta não tem efeito prático, como sanções legais ou restrições de entrada no estado, funcionando apenas como manifestação simbólica de repúdio.
Já parlamentares contrários à iniciativa criticaram a constitucionalidade da medida, argumentando que o instrumento não teria base jurídica adequada e poderia abrir precedentes para ações de caráter pessoal dentro do Legislativo.
Debate sobre liberdade de expressão e limites do humor
O caso reacendeu discussões sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade pública. Em seu vídeo, Porchat também ironizou o fato de outros temas considerados mais urgentes não estarem no centro das atenções da Assembleia.
O humorista mencionou, de forma provocativa, a existência de outros casos políticos e criminais no estado que não receberam o mesmo tipo de iniciativa legislativa, reforçando sua crítica ao foco da proposta.
O que significa “persona non grata” no contexto do projeto
Embora o termo “persona non grata” tenha origem no direito internacional e seja usado formalmente em relações diplomáticas, no caso da Alerj ele tem caráter exclusivamente simbólico.
Na prática, a expressão funciona como uma declaração política de desaprovação, sem efeitos legais diretos sobre a circulação, residência ou atividades do homenageado no estado.
Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelo plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Caso seja aprovado, seguirá como manifestação simbólica do Legislativo fluminense, sem impacto jurídico direto, mas com forte peso político e midiático.
Enquanto isso, Fábio Porchat segue repercutindo o caso nas redes sociais, mantendo o tom de ironia que marcou sua reação inicial.