
Fora do top 10: Brasil cai para 11º lugar entre as maiores economias do mundo
PIB avança só 0,1% no 3º trimestre; estudo aponta combinação de câmbio e revisões que empurraram o país para fora da lista
O Brasil saiu da lista das dez maiores economias globais em termos de PIB em dólares: segundo a estimativa da Austin Rating, o país passou da 10ª para a 11ª posição no ranking projetado para 2025. O recuo coincide com um trimestre morno para a atividade doméstica e ajustes nas projeções internacionais.
Dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (4) mostram que o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2025 — abaixo da expectativa média do mercado, que apontava para 0,2%. Esse resultado fraco, somado às revisões e à valorização do real em relação ao dólar, ajudou a reduzir a posição brasileira na classificação global.
O levantamento da Austin Rating utilizou como base o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro, comparando as atualizações de projeções entre os relatórios de abril e outubro. A consultoria ressalta que ocorreram mudanças relevantes entre as 15 maiores economias — que juntas representam cerca de 75% do PIB mundial.
Uma das movimentações que afetou o ranking foi a ascensão da Rússia, que ultrapassou Brasil e Canadá e aparece em 9º lugar na estimativa para 2025 (no ano anterior, estava em 11º). Entre os fatores citados pela Austin estão a melhora nas expectativas de crescimento para alguns países e o enfraquecimento do dólar nas últimas semanas — movimento que se intensificaria em 2026, segundo a análise.
Em termos de dinamismo, o crescimento do PIB brasileiro no trimestre ficou em 34º lugar entre os países analisados. China, Portugal e Espanha, por exemplo, apresentaram avanço superior ao do Brasil. Israel (3,0%), Malásia (2,4%) e Cingapura (2,4%) registraram as maiores altas no terceiro trimestre. Na outra ponta, Tailândia, Suíça e Japão mostraram as maiores quedas no período.
Vale lembrar que, em um trimestre anterior (1º de 2025), quando a economia brasileira cresceu 1,4%, o país havia figurado entre as cinco maiores altas de crescimento global — prova de que posições no ranking podem oscilar bastante conforme a combinação de crescimento real, câmbio e revisões estatísticas.