Caso Master: PF aponta que Daniel Vorcaro pagou hotel de luxo para Hugo Motta e Ciro Nogueira em Lisboa

Caso Master: PF aponta que Daniel Vorcaro pagou hotel de luxo para Hugo Motta e Ciro Nogueira em Lisboa

Relatório da Polícia Federal cita reservas em hotel cinco estrelas e mensagens de WhatsApp; parlamentares negam irregularidades e dizem que agenda foi institucional

A Polícia Federal afirma, em relatório inserido no âmbito do Caso Master, que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria custeado hospedagens de luxo para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI), durante uma viagem a Lisboa, em Portugal.

Segundo os investigadores, os registros apontam o pagamento de cinco diárias em um hotel da rede Four Seasons, considerado cinco estrelas, com custo estimado de 3.155 euros, valor que ultrapassaria os R$ 90 mil na cotação atual.

A PF sustenta que as informações foram encontradas em mensagens de WhatsApp atribuídas a Vorcaro, nas quais ele teria solicitado a um colaborador a organização da hospedagem e a reserva de dois quartos para os parlamentares. Em parte das conversas, o empresário também demonstraria preocupação com a privacidade e o controle de acesso ao local.

Parlamentares citados e posicionamento

O senador Ciro Nogueira já é investigado em outra frente do Caso Master e chegou a ser alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, não figura como investigado na operação. Após a divulgação das informações, ele afirmou ter recebido o caso com tranquilidade e declarou não enxergar irregularidades em sua participação em compromissos institucionais realizados no exterior.

Até o momento, a defesa de Daniel Vorcaro não apresentou manifestação pública específica sobre as acusações relacionadas às hospedagens.

Contexto da investigação

O material faz parte de uma série de relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o Banco Master e o entorno de seus ex-dirigentes. O caso apura possíveis irregularidades financeiras, influência política e relações entre empresários e agentes públicos.

As informações vieram a público em meio a outras revelações envolvendo o mesmo inquérito, que tem gerado desdobramentos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal.

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