
Celina Leão cobra resposta de Lula em meio à crise bilionária do BRB
Governadora do DF aguarda reunião com presidente para discutir socorro financeiro enquanto rombo de R$ 8,8 bilhões pressiona banco público
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou nesta terça-feira (5) que ainda não recebeu retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o pedido de reunião feito há mais de uma semana. Em tom direto, resumiu a situação: “Estou aguardando”.
O encontro, segundo a chefe do Executivo local, é considerado crucial para discutir uma possível operação de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB), que enfrenta uma grave crise após registrar um rombo de R$ 8,8 bilhões ligado a operações com o Banco Master, instituição que acabou sendo liquidada pelo Banco Central.
Crise no BRB pressiona governo local
A situação do BRB acendeu um alerta no Distrito Federal. O banco público, que historicamente desempenha papel estratégico na economia local, agora depende de uma solução que pode envolver recursos do Fundo Garantidor de Crédito, com uma possível injeção de R$ 6,6 bilhões.
Diante desse cenário, Celina Leão tenta articular apoio direto do governo federal. No entanto, a falta de resposta até agora evidencia um impasse político e institucional, que aumenta a pressão sobre a gestão local.
Silêncio estratégico e tensão política
Questionada sobre declarações do secretário do Ministério da Fazenda, que classificou o problema como responsabilidade do governo distrital, a governadora evitou ampliar o conflito. Disse que prefere se posicionar apenas após uma conversa direta com o presidente.
O silêncio, no entanto, não esconde o desconforto. Nos bastidores, a demora na resposta é vista como um sinal de cautela — ou até distanciamento — por parte do Palácio do Planalto em relação ao caso.
Um problema que vai além dos números
Mais do que uma crise bancária, o episódio expõe fragilidades na gestão financeira e levanta questionamentos sobre decisões que levaram a um prejuízo bilionário. Para a população, o impacto pode ir além dos bastidores políticos, afetando confiança, crédito e até serviços ligados ao banco público.
Enquanto isso, a governadora segue aguardando. E, com o tempo passando e a pressão aumentando, a resposta de Brasília se torna cada vez mais decisiva para o desfecho dessa crise.