Como o Congresso votou para aumentar a conta de luz dos brasileiros

Como o Congresso votou para aumentar a conta de luz dos brasileiros

Senadores e deputados aprovam derrubada de veto que pode encarecer a energia até 3,5% até 2050

Na última terça-feira (17), o Congresso Nacional aprovou a derrubada do veto presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a medidas do Marco Regulatório de Energia Offshore que podem pesar no bolso dos brasileiros por décadas. A decisão abre caminho para a contratação obrigatória de energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas de hidrogênio no Nordeste e parques eólicos no Sul, mesmo que não haja demanda imediata. Só esses pontos, segundo a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrasce), podem gerar um impacto de R$ 197 bilhões – um aumento estimado em até 3,5% na conta de luz até 2050.

A medida aprovada não poupou nem mesmo a base do governo: tanto senadores e deputados da oposição quanto parlamentares aliados votaram a favor da derrubada do veto. A contratação obrigatória das PCHs, por exemplo, foi o destaque que mais vai pressionar o bolso do consumidor.

O voto de cada um: quem apoiou e quem resistiu

Confira como senadores e deputados se posicionaram na votação que pode elevar o custo da energia no país.

Senadores que votaram pela derrubada do veto (48 votos):
Alan Rick (UNIÃO-AC), Alessandro Vieira (MDB-SE), Ana Paula Lobato (PDT-MA), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos Pontes (PL-SP), Augusta Brito (PT-CE), Beto Faro (PT-PA), Carlos Viana (PODEMOS-MG), Confúcio Moura (MDB-RO), Daniella Ribeiro (PP-PB), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Gomes (PL-TO), Eliziane Gama (PSD-MA), Fabiano Contarato (PT-ES), Fernando Farias (MDB-AL), Giordano (MDB-SP), Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS), Humberto Costa (PT-PE), Ivete da Silveira (MDB-SC), Izalci Lucas (PL-DF), Jader Barbalho (MDB-PA), Jaime Bagattoli (PL-RO), Jaques Wagner (PT-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO), Jussara Lima (PSD-PI), Laércio Oliveira (PP-SE), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Mara Gabrilli (PSD-SP), Marcelo Castro (MDB-PI), Marcio Bittar (UNIÃO-AC), Marcos Rogério (PL-RO), Margareth Buzetti (PSD-MT), Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA), Renan Calheiros (MDB-AL), Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Rogerio Marinho (PL-RN), Rogério Carvalho (PT-SE), Romário (PL-RJ), Soraya Thronicke (PODEMOS-MS), Sérgio Petecão (PSD-AC), Teresa Leitão (PT-PE), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Weverton (PDT-MA), Wilder Morais (PL-GO), Zenaide Maia (PSD-RN), Zequinha Marinho (PODEMOS-PA).

Senadores que mantiveram o veto (12 votos):
Cleitinho (REPUBLICANOS-MG), Damares Alves (REPUBLICANOS-DF), Eduardo Girão (NOVO-CE), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Leila Barros (PDT-DF), Lucas Barreto (PSD-AP), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Paulo Paim (PT-RS), Plínio Valério (PSDB-AM), Sergio Moro (UNIÃO-PR), Styvenson Valentim (PSDB-RN), Wellington Fagundes (PL-MT).

No Senado, o PT deu 7 votos para derrubar o veto, enquanto MDB e PSD juntos somaram 21 votos. Na oposição, o PL contribuiu com 8 votos e o PP com 3.

Deputados federais que apoiaram a derrubada (347 votos):

(A lista segue com nomes de vários deputados de diferentes partidos, incluindo PT, PL, MDB, PSD, REPUBLICANOS, entre outros.)

Um aumento que bate na porta de todos nós

A aprovação dessa medida mostra que o Congresso está disposto a empurrar para frente um custo extra que vai refletir diretamente na vida das famílias brasileiras. Mesmo em um cenário onde o aumento do custo de vida já é sentido com força, parlamentares de diferentes partidos concordaram em abrir essa porta para um impacto bilionário nas contas de energia.

Agora, cabe ao consumidor preparar o bolso — e à sociedade acompanhar de perto os desdobramentos dessa decisão que pode definir o rumo das tarifas de luz por décadas.

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