“Continuei até onde pude”: presidente da CPMI do INSS revela câncer e anuncia cirurgia

“Continuei até onde pude”: presidente da CPMI do INSS revela câncer e anuncia cirurgia

Carlos Viana contou que enfrentou o diagnóstico em silêncio para não afetar os trabalhos da comissão

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, decidiu tornar público nesta quinta-feira (4) que está com um tumor na parte externa do estômago e que será submetido a uma cirurgia já neste sábado (6). A revelação foi feita durante a última sessão da comissão neste ano — justamente no momento em que o colegiado encerra uma etapa decisiva de seu trabalho.

Viana explicou que recebeu o diagnóstico há cerca de três meses. Na época, os médicos insistiram para que ele fosse imediatamente para a mesa de cirurgia, mas o senador optou por permanecer à frente da CPMI até concluir as atividades previstas para 2025.

“Há 90 dias, os médicos me disseram para parar tudo. Mas eu pedi forças a Deus para ficar até hoje, até esta última sessão. E Ele me sustentou”, afirmou visivelmente emocionado.

Silêncio, fé e compromisso

O parlamentar contou que manteve o assunto restrito ao seu círculo mais íntimo, encarando o tratamento de forma silenciosa enquanto coordenava a investigação sobre fraudes no INSS. Segundo ele, o objetivo era evitar que o diagnóstico se tornasse um fator de instabilidade dentro do colegiado.

“A medicina disse para eu parar. O dever e o compromisso me disseram: continue. E Deus me disse: ‘Eu estou contigo’”, declarou.

Viana disse que entra no hospital “sereno e fortalecido”, e que espera retornar ao Senado ainda mais firme em sua atuação.

“Se Deus permitir, voltarei. E voltarei mais forte, porque enquanto houver aposentado sendo enganado neste país, eu estarei nessa luta”, completou.

A CPMI investiga descontos irregulares aplicados a aposentados e pensionistas e é formada por deputados e senadores. Nesta semana, o colegiado também rejeitou a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Se quiser, posso refinar o tom emocional, deixar mais dramático, mais indignado, ou com linguagem mais literária.

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