💾 Haddad anuncia acordo no Congresso para votar MP que substitui aumento do IOF

💾 Haddad anuncia acordo no Congresso para votar MP que substitui aumento do IOF

NegociaçÔes entre governo, Senado e Cùmara garantem votação da medida; concessÔes feitas pela Fazenda devem reduzir arrecadação em R$ 3 bilhÔes no próximo ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (7) que o governo chegou a um acordo com o Senado e a Cùmara para votar a Medida Provisória (MP) que substitui o aumento do Imposto sobre OperaçÔes Financeiras (IOF).

Segundo Haddad, o entendimento foi resultado de concessĂ”es de todos os lados — Executivo e parlamentares — e deve gerar uma perda estimada de R$ 3 bilhĂ”es na arrecadação de 2026.

O acordo foi fechado durante uma reuniĂŁo no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a presença do lĂ­der do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-PE). O ministro afirmou que as divergĂȘncias que travavam o texto foram superadas apĂłs ajustes feitos em conjunto.

“Depois dos esclarecimentos feitos, o calendário agora vai seguir seu curso, com o aval do governo, que apoia o deputado Zarattini”, afirmou Haddad ao deixar o encontro.

As negociaçÔes haviam travado por conta da resistĂȘncia de setores econĂŽmicos afetados pelas novas regras. Com o avanço no Senado, o governo tenta garantir que a MP seja aprovada atĂ© esta quarta-feira (8), evitando que perca validade.

Entre as concessĂ”es feitas, a Fazenda decidiu manter a isenção das Letras de CrĂ©dito ImobiliĂĄrio (LCI) e do AgronegĂłcio (LCA) — medida que atendeu ao apelo do setor produtivo, preocupado com os impactos da tributação em um cenĂĄrio de juros ainda altos.

Apesar da perda de arrecadação, Haddad destacou que o governo vai reforçar a fiscalização sobre o uso desses investimentos, garantindo que os recursos sejam realmente aplicados em projetos imobiliårios e do agronegócio.

Outro ponto negociado foi a tributação das casas de apostas eletrînicas. O governo desistiu de aumentar o imposto sobre as “bets”, mas exigirá que as empresas que atuavam antes da regulamentação paguem 30% da receita obtida no período anterior.

Com essas mudanças, a expectativa de arrecadação da MP caiu de R$ 20 bilhĂ”es para R$ 17 bilhĂ”es — uma redução significativa, mas considerada necessĂĄria para garantir o consenso polĂ­tico.

“Fizemos um esforço de equilĂ­brio. O importante Ă© assegurar a aprovação e dar previsibilidade Ă s regras econĂŽmicas”, concluiu o ministro.

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