CPI do INSS: silêncio e tensão em depoimento de advogado investigado

CPI do INSS: silêncio e tensão em depoimento de advogado investigado

Nelson Willians, alvo da PF, se nega a assumir compromisso de dizer a verdade e responde quase nada aos parlamentares

A sessão da CPI do INSS desta quinta-feira foi marcada por tensão e silêncio. O advogado Nelson Willians, investigado por envolvimento nas fraudes que desviaram milhões de aposentadorias e pensões, se recusou a assinar o termo que o obrigaria a falar a verdade no depoimento. Protegido por um habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do STF, ele optou por não responder à maioria das perguntas.

Ainda assim, em uma rara declaração, admitiu conhecer o empresário Maurício Camisotti — também preso pela operação — e reconheceu que a Polícia Federal “não errou” ao desencadear as investigações. Fora isso, pouco colaborou.

Enquanto Willians se esquiva, a CPI avança em direção a outros nomes ligados ao esquema bilionário, entre eles Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, acusado de ser o cérebro da fraude. Segundo a PF, ele movimentou R$ 53 milhões, um abismo em relação à renda oficial que declarava.

A comissão promete endurecer as convocações, mirando familiares e sócios dos principais acusados, numa tentativa de quebrar o muro de silêncio que vem marcando os depoimentos.

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