
CPMI do INSS rejeita relatório final e encerra trabalhos sem consenso
📊 Votação apertada expõe divisão política; lista incluía “Lulinha” e mais de 200 nomes
A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar. A decisão foi tomada por 19 votos contrários e 12 favoráveis, evidenciando um cenário de forte polarização dentro da comissão.
Com o resultado, o colegiado encerra suas atividades sem a aprovação de um documento final, mesmo após meses de investigação sobre fraudes em benefícios previdenciários.
📄 Relatório previa mais de 200 indiciamentos
O parecer rejeitado sugeria o indiciamento de 216 pessoas, incluindo nomes de peso do cenário político e econômico, como:
- Fábio Luís Lula da Silva (“Lulinha”)
- Daniel Vorcaro
- Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”
O relatório também apontava a atuação de agentes públicos, empresários e operadores financeiros em um esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões.
⏱️ Sessão longa e desfecho sem acordo
A votação ocorreu após uma sessão que começou ainda na manhã de sexta-feira (27) e se estendeu até 01h14 da madrugada de sábado.
A reunião foi convocada às pressas após decisão do STF que impediu a prorrogação da CPMI, obrigando os parlamentares a deliberarem dentro do prazo final.
Mesmo com horas de debate, não houve consenso — e o relatório acabou sendo barrado.
⚖️ Base governista liderou rejeição
A rejeição foi puxada majoritariamente por parlamentares alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticaram pontos do relatório, especialmente o pedido de indiciamento de “Lulinha”.
Além disso, esse grupo apresentou um relatório alternativo, com uma linha diferente de investigação.
🔁 Relatório alternativo muda foco
O texto alternativo defendido por governistas:
- Propõe o indiciamento de 130 pessoas
- Sugere investigação de outras 71
- Aponta o ex-presidente Jair Bolsonaro como figura central no esquema investigado
- Recomenda mudanças legislativas, incluindo projetos de lei e até uma proposta de emenda à Constituição
No entanto, esse relatório não chegou a ser votado.
🗳️ Como votaram os parlamentares
✅ A favor do relatório (12 votos)
- Magno Malta
- Marcio Bittar
- Izalci Lucas
- Eduardo Girão
- Rogério Marinho
- Damares Alves
- Coronel Fernanda
- Coronel Chrisóstomo
- Marcel van Hattem
- Adriana Ventura
- Alfredo Gaspar
- Bia Kicis
❌ Contra o relatório (19 votos)
- Soraya Thronicke
- Randolfe Rodrigues
- Jaques Wagner
- Eliziane Gama
- Humberto Costa
- Jussara Lima
- Rogério Carvalho
- Augusta Brito
- Teresa Leitão
- Meire Serafim
- Átila Lira
- Orlando Silva
- Rogério Correia
- Ricardo Ayres
- Alencar Santana
- Paulo Pimenta
- Lindbergh Farias
- Neto Carletto
- Dorinaldo Malafaia
📉 Comissão termina sem conclusão formal
Mesmo com meses de trabalho, coleta de documentos e depoimentos, a CPMI termina sem um relatório aprovado — o que enfraquece o impacto político imediato das investigações.
Ainda assim, os documentos produzidos podem ser encaminhados a órgãos como o STF e o Ministério Público, que poderão dar continuidade às apurações.
🔎 O que fica do caso
O desfecho da CPMI deixa um cenário claro:
- Houve investigação extensa
- Existiam acusações relevantes
- Mas faltou acordo político para consolidar uma conclusão oficial
👉 No fim, a comissão termina dividida — e o caso segue aberto fora do Congresso.