Da “democracia venceu” ao “alguém viu meu celular?”

Da “democracia venceu” ao “alguém viu meu celular?”

A mesma Astrid que celebrou a prisão de Bolsonaro agora recorre à boa vontade popular após furto em Belém

Astrid Fontenelle, conhecida por opiniões firmes e discursos empolgados sobre democracia, acabou vivendo um roteiro bem menos épico neste domingo (25), durante um passeio por Belém do Pará. Em plena caminhada pela tradicional Praça da República, a apresentadora teve o celular furtado — e o tom de vitória deu lugar ao pedido de socorro.

Na cidade a trabalho, acompanhada de Zeca Camargo, Astrid levou um susto daqueles que não aparecem em discursos inflamados nem em entrevistas políticas. O aparelho sumiu, e rapidamente o caso foi parar nas redes sociais, com direito a boletim de ocorrência e apelo público.

Coube a Zeca fazer o chamado: explicou que todas as medidas já haviam sido tomadas, mas que qualquer pista sobre o paradeiro do celular seria muito bem-vinda. Afinal, quando o problema é pessoal, toda ajuda importa — inclusive a do “povo”.

Curioso é que não faz tanto tempo assim que Astrid comemorava, sem meias-palavras, a condenação de Jair Bolsonaro pelo STF. Na ocasião, falou em vitória histórica, aula de democracia, orgulho nacional e até tema garantido para o Enem. “A democracia venceu”, disse ela, satisfeita, como quem fecha um capítulo glorioso da história.

Agora, porém, o discurso mudou de tom. Nada de Supremo, nada de instituições fortes. O que vale é a colaboração espontânea de quem encontrar o telefone perdido pelas ruas de Belém. A democracia pode até ter vencido — mas o celular, esse ainda está desaparecido.

Para acalmar os fãs, o filho da apresentadora garantiu que ninguém se feriu, que o aparelho está sendo bloqueado e monitorado, e reforçou o pedido de ajuda. Tudo sob controle, ao que parece, exceto pelo detalhe essencial: o telefone ainda não voltou.

No fim das contas, a vida real tem dessas ironias. Entre celebrações políticas e tropeços cotidianos, Astrid descobriu que, longe dos grandes discursos, todo mundo acaba precisando da velha e boa ajuda alheia — seja para defender a democracia ou simplesmente para tentar achar um celular furtado.

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