Lula aplaude fim de conflito em Gaza… mas como se tivesse se esquecido do óbvio

Lula aplaude fim de conflito em Gaza… mas como se tivesse se esquecido do óbvio

Presidente comemora cessar-fogo e critica Netanyahu, ignorando que solução poderia ter vindo bem antes, enquanto milhares sofreram sem necessidade.

Ao comentar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou aliviado, mas de forma constrangedora, como se a situação fosse uma novidade inesperada. Em coletiva nesta segunda-feira (13/10), em Roma, o presidente disse que agora “parece que se encontrou uma saída” para o conflito entre Israel e Hamas, ressaltando que o acordo tem potencial para ser definitivo.

“Antes tarde que nunca. Finalmente, parece que se encontrou uma saída para o conflito. Não se vai devolver a vida dos milhões que morreram, mas pelo menos se devolve o direito de as pessoas dormirem sem medo de bombas ou de prédios caírem”, disse Lula, em tom que muitos consideraram tardiamente complacente diante do sofrimento prolongado.

O presidente classificou a trégua como um “passo importante” e admitiu, sem muita firmeza, que o conflito poderia ter sido resolvido muito antes.

“Uma coisa que não deveria ter acontecido, mas aconteceu. E que poderia ter sido resolvida mais cedo, mas não foi”, completou, como se o atraso no fim do conflito fosse apenas uma questão de calendário.

Em relação à política externa do Brasil, Lula criticou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, deixando claro que o problema não é com o país, mas com seu líder.

“O Brasil não tem problema com Israel. O Brasil tem problema com Netanyahu. Na hora em que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema”, afirmou, como se pudesse justificar anos de atrito com uma frase simplista.

O presidente também elogiou a visita de Donald Trump a Israel e a participação do Parlamento israelense como um “sinal importante” para o futuro da paz, mas sem detalhar ações concretas do Brasil no processo.

O tom das declarações, marcado por um misto de alívio tardio e complacência, gerou críticas entre observadores internacionais e nacionais, que lembram que a guerra em Gaza poderia ter sido mitigada antes de tantas mortes e sofrimento humano.

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